A Companhia Província de Securitização convocou nesta quinta-feira (07/11) os titulares de suas primeira e segunda séries de CRI para deliberar sobre assuntos relacionados à exposição dos investidores nestes títulos ao risco de crédito do Banco Rural, instituição com liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em agosto último. O banco era locatário de um imóvel de propriedade do FII Inca II, que por sua vez cedeu o correspondente contrato de locação, representado por uma CCI, à Província. Esta, por sua vez, securitizou o fluxo do pagamento destes aluguéis em dezembro de 2009. A securitizadora espera que os titulares dos CRI deliberem sobre os encaminhamentos a serem dados para preservação dos seus direitos, o que inclui: (i) a decisão do Banco Central em rescindir, antecipadamente e parcialmente, o contrato de locação; (ii) a proposta do FII Inca II de (a) alterar o fluxo de resgate dos CRI ou (b) de sua liquidação antecipada;  (iii) a elaboração de uma classificação de risco anual dos CRI; e (iv) a substituição do custodiante da CCI, originalmente o próprio Banco Rural. A assembleia geral ocorrerá no dia 2 de dezembro de 2013, às 14h, na Avenida Faria Lima, 1.306/6º andar, em São Paulo-SP. A Uqbar vem acompanhando de perto esta operação e já publicou o artigo "Um teste para o mercado de CRI: o caso Banco Rural", além das curtas “Banco Rural rescinde contrato de locação lastro de CRI” e “Securitizadora emite Fato Relevante após liquidação do Banco Rural”.

Leia também: “Semelhanças e diferenças entre os FIDC do Rural e do BVA”, “Fim do Rural dispara evento de liquidação de FIDC” (Artigos) e “Cotistas do Rural Premium são convocados para assembleia” (Curta).
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