Caixa traz o CRI ao pequeno investidor

A primeira operação de emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) tendo como coordenador líder de distribuição a Caixa Econômica Federal está em vias de ser lançada. Provavelmente sua integralização ocorrerá em meados de maio. Atuando também como o cedente dos créditos imobiliários que comporão o lastro dos CRI emitidos, além de exercer a função de Servicer e participar como investidor dos títulos da classe subordinada (CRI Júnior), a Caixa buscará o investidor de varejo, que poderá adquirir o CRI da classe sênior (CRI Sênior) a partir do montante mínimo de R$ 10.000,00. A distribuição visa ser atendida pelo investidor de varejo em pelo menos 80,0% do total colocado.

Será uma oferta pública de CRI Sênior no valor de R$ 232,8 milhões. Os CRI Júnior totalizarão R$ 25,9 milhões. A emissora é a Brazilian Securities e a classificação de risco preliminar atribuída pela Fitch aos CRI Sênior é um AAA (bra). O vencimento final dos títulos será em novembro de 2018, porém, o prazo médio e duration são bem mais curtos, mesmo sem considerar qualquer estimativa de pré-pagamento.

Impulsionado pelo crescimento das emissões de CRI, estoque de CCI atinge R$ 24,3 bilhões

O mercado de Cédulas de Crédito Imobiliário (CCI), principal título adquirido pelas Securitizadoras Imobiliárias, acompanhou o movimento de crescimento do mercado de Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI). Como já abordado no artigo de 23 de fevereiro de 2011 do Orbis, Mercado de CRI dobra de tamanho em 2010, houve um aumento substancial de emissões no mercado de CRIem 2010, tendo o montante de emissões deste título atingido R$ 8,53 bilhões em 2010. Este fenômeno contribuiu para um avanço nos níveis de estoque e depósitos de CCI, já que estes títulos são o principal lastro das operações de securitização imobiliária realizadas no mercado brasileiro.

Pelo seu papel viabilizador de uma maior eficiência operacional, as CCI se tornaram um título de uso frequente por parte das securitizadoras imobiliárias. Isto ajuda a explicar o aumento do nível de depósitos na CETIP, que saltou de R$ 6,79 bilhões, em 2009, para R$ 11,94 bilhões, em 2010. Para efeito de comparação, este mesmo nível de depósitos de CCI não superava a marca de R$ 1,00 bilhão no final de 2007. Ao mesmo tempo, o nível de estoque de CCI na CETIP quase dobrou no último ano, crescendo de R$ 12,70 bilhões no final de 2009 para R$ 24,29 bilhões registrados no fim de 2010.

Mercado de CRI dobra de tamanho em 2010

O mercado de emissões de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) apresentou crescimento de mais de 100,0% em 2010, tendo o montante emitido no ano atingido a cifra de R$ 8,53 bilhões. Em termos de evolução, em 2009 as emissões de CRI tinham somado R$ 3,80 bilhões, enquanto que em 2008, ano que havia registrado o recorde de emissões até então, o montante tinha atingido R$ 4,71 bilhões.

Praticamente todo o acréscimo das emissões em 2010 se deu através de títulos com lastro em crédito corporativo, que por si só aumentaram em R$ 4,60 bilhões no ano, representando cerca de 85,0% do lastro consolidado no último ano.

Uqbar publica balanço do seu 1º Congresso de Finanças Estruturadas

No último dia 29 de setembro foi realizado o 1º Congresso Uqbar de Finanças Estruturadas. Organizado em formato de palestras e painéis de debate, o evento contou com a participação de aproximadamente 130 pessoas, incluindo formadores de opinião de diversos segmentos do mercado, com destaque para investidores institucionais, órgãos reguladores, emissores de títulos de securitização e instituições financeiras.

Um seleto conjunto de tópicos relacionados a financiamento e securitização para os setores imobiliário e de infraestrutura foram discutidos amplamente pelos participantes do evento.

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Recorde de emissões de CRI é debatido no 1º Congresso Uqbar

As emissões de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) em 2010 atingiram o maior nível histórico em um mesmo ano. Desde 1999, ano em que foram emitidos os primeiros certificados, o setor nunca tinha sido tão movimentado. Até o final de setembro, o montante emitido foi de aproximadamente R$ 5,3 bilhões. Este número é 39,1% superior ao total emitido ao longo de todo ano de 2009, que foi de R$ 3,8 bilhões. A marca também já supera o recorde anual histórico de R$ 4,7 bilhões, alcançado em 2008.

As emissões lastreadas em contrato de aluguel somam R$ 3,3 bilhões, ou 63,9% do total, enquanto as emissões com lastro em crédito imobiliário chegam a R$ 1,9 bilhão. Em 2009, as emissões lastreadas em crédito imobiliário foram maioria, com um montante de R$ 1,5 bilhão, ao passo que as de aluguel somaram R$ 992,4 milhões, 40,1% do total emitido.

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CRI viabiliza financiamento de todas etapas de empreendimento imobiliário comercial

Uma operação, que engloba desde o financiamento para construtoras desenvolverem dois empreendimentos imobiliários, até a possibilidade de financiamento de centenas de compradores dos escritórios pertencentes a estes empreendimentos, está sendo totalmente viabilizada através de uma emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI).

A emissão de CRI da Gaia Securitizadora (Gaia) cumpre um papel comparável a um financiamento aos moldes do Plano Empresário, uma espécie de Project Finance do setor imobiliário que possibilita que bancos financiem todas as etapas de desenvolvimento de um empreendimento imobiliário, com a diferença de que, no caso da Gaia, os imóveis a serem construídos e financiados não são residenciais e sim comerciais.

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Domus vira Companhia Hipotecária e entra no radar de securitizadoras

No dia 12 de maio, a Domus Companhia de Crédito Imobiliário foi autorizada pelo Banco Central a tornar-se Companhia Hipotecária. Normalmente, tal mudança de objetivo social é alcançada somente após a concordância pelo banco regulador de que o passivo e o balanço patrimonial da empresa se sustentem em bases reais de mercado.

O processo de transformação de companhias de crédito imobiliário em Companhias Hipotecárias é desejável pelo órgão regulador. É comum ainda companhias de crédito imobiliário que carregam pendências no passivo originadas na captação de recursos da época do antigo Banco Nacional de Habitação (BNH), créditos estes assumidos depois pela Caixa Econômica Federal.

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SEC propõe inclusão de software de simulação nas ofertas de títulos de securitização

O órgão regulador do mercado de capitais norte-americano, a Securities Exchange Commission (SEC), está decidido a implementar mudanças significativas no mercado de securitização, mostrando que as lições aprendidas com a ultima crise não ficarão somente na teoria. No último dia 7 de abril, a agência publicou e solicitou comentários para sua proposta, de 667 páginas, de nova regulamentação para o mercado de asset-backed securities (ABS). A proposta inclui novas regras para o processo de oferta pública e aborda vários aspectos relativos a transparência e ao fornecimento de informações destes títulos de securitização.

As medidas são inúmeras, algumas bem específicas para o mercado que regula. Porém, a grande maioria, caso sejam aplicadas ao mercado norte-americano, certamente serão adotadas por diversos outros órgãos reguladores. Em alguns casos, existe um bom alinhamento das propostas da SEC com as últimas iniciativas do seu equivalente nacional, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). É o caso da exigência do fornecimento de informações específicas sobre o comportamento do lastro desses títulos, a carteira de direitos creditórios, nos relatórios regulares submetidos a agência, iniciativa similar a proposta pela CVM na última audiência pública sobre Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC). Para mais informações sobre esta audiência, favor ler Curta de 19/04/2010 “Uqbar divulga seus comentários a respeito da Instrução da CVM de Normas Contábeis de FIDC”.

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Primeira emissão de CRI de valor unitário abaixo de R$ 300.000,00

No dia 26 de abril a RB Capital Securitizadora S.A. emitiu 635 CRI no valor nominal unitário de R$ 98.036,59, para um total de R$ 62.253.234,65. De acordo com o banco de dados da Uqbar, trata-se da primeira emissão de certificados de recebíveis imobiliários (CRI) com valor unitário abaixo de R$ 300.000,00.

Apesar da denominação inferior a R$ 300 mil, a oferta foi direcionada a investidores qualificados, incluindo entidades abertas e fechadas de previdência complementar, seguradoras, fundos de investimento e pessoas físicas. Os títulos têm como lastro CCI, representativas de créditos imobiliários oriundos de um compromisso de venda e compra em que a Paulis Shopping Administradora e Incorporadora Ltda., empresa de propósito específico (SPE) do grupo General Shopping Brasil, S.A. (GSB), vende o Shopping Top Center para o fundo de investimento imobiliário Top Center (FII Top Center). Os CRI tem um prazo de 121 meses, ressalvadas as hipóteses de amortização extraordinária ou resgate antecipado, amortizam mensalmente, pagam juros de 9,03% ao ano e são atualizados monetariamente pelo IPCA/IBGE. Os investidores contam com as seguintes garantias: (i) a fiança da GSB, (ii) alienação fiduciária de imóveis; (iii) cessão fiduciária de créditos imobiliários; e (iv) alienação fiduciária de cotas da Paulis, e de uma outra SPE que controla um outro shopping da GSB, o Shopping do Vale. . Após a amortização final dos CRI, a propriedade do shopping é do FII Top Center, cujo único cotista é uma empresa do grupo GSB. A Moody’s atribuiu aos CRI a classificação de risco A2br.

Cresce participação do Investidor Pessoa Física no mercado de CRI

O ano de 2009 registrou aumento significativo da participação do investidor pessoa física na aquisição de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). Enquanto em 2007 e 2008 esta fatia não superou 10,0% do total de CRI emitidos, em 2009 houve um salto para mais de 25,0%. Esta tendência está em linha com a maior capacidade recente dos bancos de colocar títulos privados de renda fixa perante investidores pessoa física, decorrente do aumento de interesse de seus clientes por maiores retornos, principalmente daqueles pertencentes a classe Private Banking.

A participação de pessoas físicas em investimentos em CRI deverá se intensificar, de forma indireta, com a Lei 12.024, aprovada em agosto de 2009. Com a nova lei, o benefício fiscal existente para pessoa física que investe em CRI foi replicado através da estrutura dos Fundos de Investimento Imobiliário (FII). Consequentemente, tornou-se possível a aquisição destes títulos pelo pequeno investidor através da estrutura dos fundos imobiliários e multiplicou-se o potencial de distribuição e colocação tanto das cotas dos FII como dos próprios CRI.

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