Cresce participação do Investidor Pessoa Física no mercado de CRI

O ano de 2009 registrou aumento significativo da participação do investidor pessoa física na aquisição de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). Enquanto em 2007 e 2008 esta fatia não superou 10,0% do total de CRI emitidos, em 2009 houve um salto para mais de 25,0%. Esta tendência está em linha com a maior capacidade recente dos bancos de colocar títulos privados de renda fixa perante investidores pessoa física, decorrente do aumento de interesse de seus clientes por maiores retornos, principalmente daqueles pertencentes a classe Private Banking.

A participação de pessoas físicas em investimentos em CRI deverá se intensificar, de forma indireta, com a Lei 12.024, aprovada em agosto de 2009. Com a nova lei, o benefício fiscal existente para pessoa física que investe em CRI foi replicado através da estrutura dos Fundos de Investimento Imobiliário (FII). Consequentemente, tornou-se possível a aquisição destes títulos pelo pequeno investidor através da estrutura dos fundos imobiliários e multiplicou-se o potencial de distribuição e colocação tanto das cotas dos FII como dos próprios CRI.

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CRI com lastro residencial em alta

O crédito imobiliário securitizado via Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) registrou um aumento na participação dos créditos originados junto a pessoas físicas decorrentes da compra de imóveis residenciais, aqueles que compõem o que se denomina lastro residencial. Estes voltaram a crescer em 2009 para 35,3% do total de emissões no ano, depois de terem caído para 14,5% em 2008.

Apesar do montante total de CRI emitido em 2009 ter sido inferior ao do ano anterior, R$ 3,80 bilhões contra R$ 4,70 bilhões, o montante de CRI com lastro residencial securitizado no ano foi recorde, atingindo R$ 1,44 bilhão e registrando um crescimento de 111,2% frente ao ano anterior (R$ 681,6 milhões). Os créditos decorrentes do financiamento de imóveis industriais ou comerciais para grandes empresas, aqueles que compõem o que se denomina lastro corporativo, continuam a representar a maior parte do crédito securitizado anualmente, tendo em 2009 representado 64,7% do total securitizado.

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FII vai pré-pagar CRI com recursos de emissão

Uma nova operação de fundo de investimento imobiliário, a do RB Capital Renda I FII, está em vias de receber o registro da CVM, já de roadshow encerrado e com ofertas de investidores recebidas. Trata-se de uma oferta pública de R$ 132.000.053,94 em cotas, sendo que, deste total, R$ 121.466.240,01 se referem a uma emissão primária do fundo, e o restante, de R$ 10.533.813,93, representam uma emissão secundária de cotas atualmente nas mãos do RB Capital Real Estate I - Fundo de Investimento em Participações.

Esta emissão, o tipo de aplicação dos recursos levantados, e a formação da carteira de ativos do fundo trazem para o mercado algumas novidades. O RB Capital Renda I FII foi criado com outro nome, o FII Patrimonial I, o qual tinha um patrimônio líquido de menos de R$ 5,0 milhões. Agora, seguindo sua política de investimentos que prioriza a aquisição de empreendimentos imobiliários construídos e locados na modalidade built-to-suit, com contratos de locação atípicos, o fundo tem como objetivo construir uma carteira com sete grandes locatários nos setores de grandes lojas, centros de distribuição e produção. São eles, espalhados do Paraná à Bahia, imóveis da Ambev, Danfoss, C&A, Leader, Barry Callebaut, Magazine Luiza e Telha Norte.

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Mais um FII dedicado a CRI vem a mercado

A segunda oferta pública de cotas de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) dedicado a investimentos em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Letras de Crédito Imobiliário e Letras Hipotecárias foi registrada ontem, 27 de outubro, na CVM. Desta vez, a captação alvo de R$130,0 milhões do CSHG Recebíveis Imobiliários BC FII supera em cinco vezes os recursos que estão sendo levantados pelo FII Excellence, a primeira oferta de um FII dedicado a CRI, registrada na CVM há pouco mais de três semanas.

O coordenador-líder da emissão e administrador deste novo fundo será a Credit Suisse Corretora de Valores S.A. A Brazilian Capital atuará como consultor de investimentos e o Banco Itaú será a instituição depositária.

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Evento de securitização reflete otimismo no mercado

Em seminário realizado na BM&FBOVESPA no dia 8 de outubro, que contou com a presença de mais de 120 profissionais do mercado de securitização, participantes puderam debater o estágio atual de desenvolvimento do setor, o potencial de crescimento que se delineia à frente e as principais questões do momento que impedem um crescimento ainda mais vigoroso dos títulos de securitização e das finanças estruturadas.

O evento, organizado pela Uqbar, iniciou-se com uma palestra da gerente de aperfeiçoamento de normas da Comissão de Valores Mobiliários, Flávia Mouta, na qual foi traçado um histórico da evolução recente do arcabouço jurídico-regulamentar do mercado de finanças estruturadas, em especial os desenvolvimentos realizados nos setores de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) e de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI).

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Primeiro FII dedicado a CRI deve entrar em operação em duas semanas

Os primeiros efeitos da nova legislação tributária, que possibilita a isenção de imposto na fonte nas aplicações em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Letras de Certificados Imobiliários (LCI) e Letras Hipotecárias (LH) por parte dos Fundos de Investimento Imobiliário (FII), se farão sentir em breve no mercado de capitais.

A primeira oferta pública de emissão de cotas de um FII que se dedicará a investimentos em CRI, LCI e LH está em análise na CVM. Trata-se de R$ 27,0 milhões em cotas a serem ofertadas do FII Excellence, coordenada pelo Banco Ourinvest.

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CRI - Renda Fixa ou Variável?

A pergunta pode parecer retórica, afinal, a Lei Federal nº 9.514 que cria os certificados de recebíveis imobiliários (CRI), deixa claro em seu artigo 7º que, dentre as características que este título de crédito deve apresentar, está a taxa de juros, fixa ou flutuante. Portanto, trata-se de um título de renda fixa. Porém, ao ler o termo de securitização da operação Aetatis Securitizadora 2009-2, a pergunta título do artigo e outras mais podem surgir na cabeça do leitor.

No último dia 27 de maio, a Aetatis Securitizadora emitiu três títulos lastreados em uma carteira de créditos imobiliários: um CRI de classe sênior, um CRI de classe subordinada sênior, chamado de subordinado A, e um CRI de classe subordinada, chamado de subordinado B. Os respectivos números de série são 6, 7 e 8.

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IOSCO publica sugestões de regulamentação para os mercados de securitização e derivativos de crédito

Em maio de 2009, a Organização Internacional de Comissões de Valores Mobiliários, conhecida internacionalmente como IOSCO (International Organization of Securities Commissions), publicou interessante relatório sobre os mercados de securitização e derivativos de crédito. Denominado Produtos e Mercados Financeiros não Regulados, o relatório tem como objetivo examinar formas de aumentar a transparência e a supervisão de mercados e produtos financeiros não-regulados, visando melhorar sua qualidade e restabelecer a confiança dos investidores nestes.

O relatório foi produzido pelo Comitê Técnico da organização, do qual a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) faz parte, e está aberto a comentários do público - processo parecido com as audiências públicas da CVM. Após recebimento e análise dos comentários recebidos, espera-se a publicação do relatório final com uma lista de recomendações da Organização para seus associados.

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