A Moody's atribuiu a classificação de risco Aaa.br (sf) para a primeira série de cotas sênior a serem emitidas pelo FIDC SC Sky Financiamento a Concessionárias em montante de até R$ 200,0 milhões. A operação tem seus direitos creditórios lastreados por uma carteira revolvente de financiamentos de floor plan originados pela BMW Financeira Crédito, Financiamento e Investimento (subsidiária integral indireta da BMW AG), para diversas concessionárias BMW, MINI e Motorrad no Brasil. Recentemente a Moody's revisou a carteira provisória dos direitos creditórios cedidos à operação, consistindo em recebíveis de financiamento de floor plan relativos à BMW (78%), MINI (14%) e Motorrad (8%). Segundo a agência, em dezembro de 2013, a carteira provisória do fundo era composta por recebíveis adimplentes de 46 concessionárias pertencentes a 24 grupos econômicos, para um montante total de principal de R$ 286,2 milhões. A agência cita alguns pontos que contribuíram positivamente para esta atribuição de classificação de risco, tais como: (a) o reforço de crédito proporcionado pela subordinação de 19,0% para as cotas sênior; (b) a não existência do risco de fungibilidade, com todos os pagamentos dirigidos para uma conta em nome do FIDC; (c) o suporte de liquidez para o próximo pagamento de juros e despesas; e (d) a experiência da BMW Financeira, o originador e agente de cobrança dos direitos creditórios securitizados, e a força financeira da controladora BMW AG. Em contrapartida a agência também menciona alguns pontos negativos, tais como: (a) a ausência de um direito de garantia real constituído nos veículos que dão suporte aos financiamentos de floor plan. Risco este que, segundo a agência, é mitigado pelos padrões robustos de originação e monitoramento da BMW Financeira; (b) uma elevada concentração dos sacados, com as duas principais concessionárias representando 9,5% cada. A agência atenta para o fato de que o nível de subordinação em 19,0% possibilita cobrir pelo menos esse inadimplemento das duas maiores concessionárias; (c) a possibilidade de que a documentação dos financiamentos de floor plan cedidos à operação não esteja finalizada até 30 dias após o desembolso, em decorrência do tempo exigido para formalizar o financiamento por meio da assinatura dos documentos.

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