Composição da carteira, risco de liquidez e atrasos explicam rebaixamento de cotas do FIDC Multissetorial Invest Dunas LP

No dia 09/11/2017 a Liberum rebaixou a classificação de risco das cotas sênior e mezanino do FIDC Multissetorial Invest Dunas LP. No caso das cotas sênior, o rebaixamento foi de ‘BBB-’ para ‘BB’, enquanto a nota das cotas mezanino alterou-se de ‘BB-’ para ‘B+’.  O rebaixamento é resultado de alterações na carteira de direitos creditórios, que passou a ter uma maior participação de cheques. No período de agosto até setembro de 2017, o valor de tal ativo saltou de R$ 18,8 milhões (16,0%) para R$ 45,7 milhões (39,0%). Além disso, no mesmo período, elevou-se o prazo médio dos títulos a vencer, passando para 108 dias, maior do que a média dos FIDC que a Liberum monitora. O relatório atenta para o risco de liquidez do fundo, uma vez que o prazo médio da carteira de direitos creditórios equivale a três vezes mais do que o prazo possível de resgate das cotas do fundo, que é aberto. Segundo a Liberum, “pondera-se que em out/17 foram feitos resgates das cotas seniores da ordem de R$ 12,4 milhões, ocasionando diminuição da carteira de crédito para 106,2 milhões (ante R$ 117,4 milhões em set/17), uma vez que o Fundo não apresentava ativos líquidos (remanescente do PL) suficientes para fazer frente a totalidade do resgate. ” Para finalizar, os atrasos alcançaram a cifra de R$ 18,5 milhões em outubro de 2017, crescimento de R$ 6,1 milhões na comparação com setembro, fazendo surgir também um crescimento no vencido líquido (vencido - PDD), que migrou de 4,8% para 12,7% do PL.

Fitch classifica preliminarmente cotas sênior de FIDC de arranjos de pagamentos

A Fitch atribuiu ontem, dia 09/10/2017, classificação de risco “AA+’ à proposta de emissão de cotas sênior do FIDC Bancos Emissores de Cartao de Crédito Stone II, em montante que pode chegar à cifra de R$ 1,5 bilhão. A operação é uma securitização de direitos creditórios da Stone Pagamentos (Stone) devidos por bancos caracterizados como de “primeira linha”, de acordo com as regras existentes no ambiente de arranjos de pagamentos. Segundo a agência “São originários de transações de pagamento entre os estabelecimentos credenciados e os usuários finais, oriundos de aquisição de bens e serviços quando da utilização de cartões de crédito das bandeiras Visa, Mastercard e Hipercard (Hiper) ”. A taxa de juros a ser buscada para as cotas ainda não foi especificada, mas deve-se respeitar o limite máximo de 106,8% da Taxa DI. Além disso, há na operação a existência de subordinação mínima de 9,75% para as cotas sênior, com a Stone detendo as cotas subordinadas.

Cotas do FIDC GGR Prime I são rebaixadas

As cotas de classe únida do FIDC GGR Prime I foram rebaixadas pela Austin no dia 13/09/2017. O rebaixamento, de ‘A’ para ‘A-’, está fundamentado na pior qualidade de crédito da carteira do fundo em meses recentes. Essa piora tem explicação, em grande parte, em questões como o crescimento de risco de inadimplência e refinanciamento de emissores de certos ativos existentes na carteira. Vale ressaltar que já existem até tratativas para repactuação de termos constituídos na operação, como por exemplo o cronograma de amortização e a data de vencimento. No entanto, a Austin cita que as cotas do fundo contam com grande benefício proporcionado pela existência de imóveis dados em garantia no contexto de seus investimentos, já que “mesmo a despeito dos eventuais inadimplementos dos emissores, tais ativos oferecem expectativas de recuperações elevadas, o que reduz, sobremaneira, o risco de perda para aquele veículo. ” Além disso, outro fator positivo para as cotas é que o fundo detém uma posição de liquidez confortável, algo que, junto com a expectativa de recuperação relevante nos casos de default e/ou de fracasso em repactuações em curso, ajuda na manutenção da classificação de risco.

S&P realiza diversas ações de classificação de risco nas cotas do FIDC Sul Invest Multisetorial

No dia 25/08/2017 a S&P realizou ações nas classificações de risco de cotas do FIDC Sul Invest Multisetorial. Com relação às cotas sênior, houve atribuição de nota ‘AA-’ à 8ª série e afirmação, também com essa nota, à 6ª série. Já no caso das cotas mezanino, houve atribuição de nota ‘BB-’ às 5ª e 6ª séries, e elevação, de ‘B’ para ‘BB-’, no caso das 3ª e 4ª séries. A rentabilidade buscada da 8ª série de cotas sênior corresponde ao IPCA mais 7,5% ao ano. Já as cotas mezanino, possuem meta de rentabilidade de Taxa DI mais 6,0%, no caso da 5ª série, e de IPCA mais 9,5% ao ano, no caso da 6ª série. Os investidores aprovaram, no dia 11/08/2017, diversas alterações com relação ao funcionamento do fundo, devidamente explicitados no documento. Tais alterações fizeram com que a S&P revisasse cálculos de proteção de crédito e índice de perda em cenário-base. A agência considera a Sul Invest Serviços Financeiros um participante crucial em relação ao desempenho da carteira e considera que seus riscos de severidade, portabilidade e ruptura são altos, ocasionando uma classificação potencial máxima de ‘AA’. A agência explica que a subordinação disponível às cotas sênior (35,0%) e mezanino (23,0%) está de acordo com o nível de proteção de crédito necessária para as notas em questão, considerando os cálculos de perda e teste de concentrações, levando-se em conta os cenários de estresse. Foram analisados mecanismos de fluxo de caixa e estruturais da operação, como por exemplo possibilidade de descasamento da taxa de juros e existência de gatilhos capazes de acionar eventos de avaliação. Também foi avaliado o excesso de spread originado da taxa média de desconto aplicada na compra dos recebíveis, que é de 250,0% da Taxa DI. Observando o risco de contraparte, esse se faz presente nos três bancos provedores de conta bancária, que são Itaú, Bradesco e Banco do Brasil. Como o regulamento do fundo não conta com elementos que caracterizem a possibilidade de substituição dos provedores das contas bancárias, a classificação da operação é limitada pela classificação das contrapartes. Ainda segundo relatório “O Sul Invest FIDC atende aos critérios da S&P Global Ratings com relação ao isolamento da insolvência dos participantes e à transferência dos ativos. Os cedentes do FIDC poderão ceder a titularidade, os direitos e os interesses sobre os direitos creditórios cedidos, com coobrigação dos cedentes. Por essa razão, nossa análise considera os riscos de crédito da transação relativos aos sacados e aos cedentes (i.e. cálculo da reserva mínima). ”

Liberum classifica cotas do FIDC Empírica Home Equity

Em 01/09/2017 a Liberum atribuiu classificações de risco à 4ª série de cotas sênior e às cotas mezanino E do FIDC Empírica Home Equity. No caso das cotas sênior a nota atribuída foi ‘A+’, enquanto que as cotas mezanino receberam ‘BBB-’. Segundo relatório da agência, “A carteira de crédito é representada por CCB ou CCI originados de financiamentos ou empréstimos a pessoas físicas, com prazo máximo de até 180 meses, com garantia de alienação fiduciária de imóveis, tendo por isso a denominação “home equity”. Há na estrutura do fundo a presença de proteção de crédito através de subordinação. Essa subordinação é de 30,0% para as cotas sênior e de 10,0% para as cotas mezanino.

Critérios de elegibilidade do FIDC TMJ geram mudança na classificação de risco

No dia 25/08/2017 a Austin atribuiu nota de crédito ‘BBB’ às cotas de classe única do FIDC TMJ. De acordo com a agência, não haverá emissão de cotas subordinadas pelo fundo, fato que provoca a inexistência de proteção em situações de default dos ativos em carteira. Vale destacar que a nota atribuída é diferente da nota preliminar dada pela Austin em 06/03/2017 (‘A-’). O novo entendimento se justifica em modificações nos critérios de elegibilidade existentes no regulamento do fundo em comparação com a minuta de regulamento tomada como base naquela época. Dentre tais mudanças pode-se destacar a possibilidade do fundo concentrar todo o investimento em ativos classificados com ‘BBB+’, ainda que individualmente os devedores representem até 13,0% do PL. Além disso, o relatório menciona que “o rating considera a qualidade dos ativos presentes na carteira atual do Fundo, que modificaram a percepção de risco das Cotas”.

S&P eleva 45 classificações de risco

A S&P anunciou, em 18/08/2017, que promoveu uma série de elevações de classificação de risco de emissões de operações estruturadas, entre CRI, CRA e FIDC. No entanto, tal decisão se pautou apenas em aspectos não ligados diretamente ao risco de crédito do lastro dos títulos. Segundo a agência, “A maior parte das referidas elevações de rating resulta meramente da revisão da tabela de mapeamento, a fim de distinguir de maneira mais apropriada os ratings na escala nacional. Elas não representam uma mudança de nossa opinião sobre a qualidade de crédito da emissão “. A exceção foi o FIDC Driver Brasil Two Volkswagen que, de acordo com a S&P, teve a classificação de suas cotas mezanino elevada devido a um acúmulo de proteção de crédito. Ao todo foram 45 elevações, sendo que 27 foram em relação a FIDC, 14 em relação a CRA e apenas duas de CRI.

Cotas do Angá Sabemi Consignados VIII recebem nota AA-

A S&P atribuiu, no dia 10/07/2017, a nota preliminar ‘AA-’ à primeira série de cotas sênior e às cotas subordinadas preferenciais do FIDC Angá Sabemi Consignados VIII, em montantes de R$ 300,0 milhões e R$ 25,3 milhões, respectivamente. Segundo o documento, a carteira de direitos creditórios do fundo será composta por contratos de concessão de assistência financeira com consignação em folha de pagamento concedidos a servidores públicos da esfera federal, originados pela Sabemi, que desfrutam das mesmas características dos empréstimos consignados com desconto em folha de pagamento. As duas classes de cotas classificadas contam com reforço de crédito proporcionado pela subordinação, no limite mínimo de 17,0% no caso das cotas sênior e de 10,0% no caso das subordinadas preferenciais. A rentabilidade esperada para as cotas sênior equivale à variação do IPCA acrescida de um spread de 8,0% ao ano. Já no caso das subordinadas preferenciais, a rentabilidade buscada corresponde à Taxa DI mais spread de 5,0% ao ano.

Fitch atribui classificação em operação onde a credenciadora é o cedente

A primeira emissão de cotas sênior do FIDC Bancos Emissores de Cartao de Crédito Stone recebeu, no dia 23/06/2017, a classificação de risco ‘AA+’ da Fitch, em montante nominal de R$ 1,0 bilhão. Segundo a agência, a operação “é uma securitização de direitos creditórios da Stone Pagamentos S.A. (Stone) devidos por bancos de primeira linha, conforme as regras de estruturação de pagamentos, e oriundos de transações de pagamento entre os estabelecimentos credenciados e os usuários finais, provenientes da aquisição de bens e serviços quando da utilização de cartões de crédito das bandeiras Visa ou Mastercard como instrumento de pagamento. ” A rentabilidade estabelecida é de 106,8% do CDI. O relatório da agência também menciona que foram emitidas cotas subordinadas em montante nominal de R$ 108,0 milhões, correspondentes a pelo menos 9,75% do patrimônio líquido do fundo.

Liberum classifica cotas de FIDC onde a credenciadora é o devedor

No dia 26/06/2017 a Liberum atribuiu classificações de risco para a primeira série de cotas sênior e para as cotas mezanino do FIDC LF I. As cotas sênior receberam a nota ‘BBB+’, enquanto que as cotas mezanino foram classificadas como BBB. Segundo a agência, os “...direitos creditórios do FIDC Listo (cujo nome no regulamento é FIDC LF I) serão formados por recebíveis da Empresa Listo S.A (cedente/Credenciador Associado/ Listo) contra seus respectivos sacados/devedores elegíveis, notadamente Global Payments - Serviços de Pagamentos S.A (sacado/ Credenciado/ Global Payments) que possui acordo de parceria com a Listo e já apresenta histórico operacional.“ Tais direitos creditórios são oriundos de transações com instrumentos de pagamento feitas por portador, já em valor líquido de descontos, como por exemplo a remuneração de bandeiras, de emissores e de credenciadores. No relatório da agência ainda é mencionado que em relação às cotas sênior se observa subordinação mínima de 10,0% do patrimônio líquido e remuneração de 125,0% do CDI, enquanto as cotas mezanino serão remuneradas a 150,0% o CDI.

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