Crescimento de recompras contribui para rebaixamento de cotas do FIDC Premier Capital

Em 12/01/2018 a Liberum rebaixou as classificações de risco das cotas sênior e mezanino do FIDC Premier Capital, de ‘AA-’ para ‘A’ e de ‘BBB’ para ‘BB+’, respectivamente. No relatório divulgado são mencionados como fatores explicativos do rebaixamento a piora do perfil de risco dos créditos adquiridos e o crescimento da recompra de direitos creditórios no último trimestre. Com relação a esse último ponto, destaca-se que, de acordo com a agência, nos meses de outubro e novembro do ano passado foram alcançados níveis maiores do que 12,0% de recompras mensais em relação ao Patrimônio Líquido (PL). Além disso, o relatório aborda como fator negativo o atual contexto de maior ocorrência de operações intercompany, consideradas pela Liberum como operações mais arriscadas. A carteira de direitos creditórios do fundo é pautada principalmente em duplicatas e cheques de alto giro, provenientes de compra e venda de produtos e prestação de serviços. Os índices de subordinação equivalem a 52,0% do PL para as cotas sênior e a 26,0% do PL para as cotas mezanino.

Fitch rebaixa cotas de FIDC com risco Casan

Em 10/01/2018 a Fitch divulgou relatório informando que rebaixou para ‘BB+’, de ‘BBB’, a classificação de risco da primeira série de cotas sênior do FIDC Casan Saneamento. O rebaixamento reflete a vinculação entre as classificações de risco das cotas do fundo e da empresa Casan, que teve, em 03/01/2018, também um rebaixamento. Os recebíveis envolvidos são provenientes da prestação de serviços de saneamento básico pela empresa. No caso da classificação de risco da empresa a explicação decorre da falta de aporte por parte do Estado de Santa Catarina, que é seu controlador. Essa questão, de acordo com a Fitch, possibilita uma declaração de aceleração dos pagamentos do FIDC para períodos mais curtos. Além disso, outro aspecto negativo, segundo o relatório, é que as cotas sênior do fundo e a primeira emissão de debêntures representam parcela de 58,0% da dívida da empresa, o que para agência é um percentual elevado.  Essas debêntures, em conjunto com dívidas perante a Caixa Econômica Federal, ainda segundo a Fitch, exerceriam senioridade em relação às cotas do fundo, fator que reduz os índices de cobertura do serviço da dívida das cotas sênior. O benchmark das cotas avaliadas corresponde a 11,0% ao ano, com correção mensal pelo IPCA, e o saldo devedor em setembro de 2017 era de R$ 244,2 milhões.

FIDC TMJ tem cotas classificadas pela Austin

Em comunicado divulgado em 18/12/2017, a Austin informou que, no dia 15/12/2017, atribuiu a classificação de risco ‘BB-’ às cotas de classe única do FIDC TMJ. A remuneração buscada consiste em IPCA mais 8,5% ao ano. Os direitos creditórios nos quais o fundo investe são representados por CCI, CRI, CCB e debêntures.

Gradual deixa administração do Multisetorial Silverado Maximum II

A Gradual Corretora de Câmbio Títulos e Valores Mobiliários (Gradual CCTVM) encaminhou na última sexta-feira, dia 24/11/2017, um comunicado para a CVM e para os cotistas do FIDC Multisetorial Silverado Maximum II, fundo onde exerce a função de administradora, informando sobre sua renúncia imediata e irretratável das atividades de administração, gestão, custódia, escrituração de cotas e distribuição do fundo. Uma assembleia geral de cotistas foi convocada para a mesma data com o intuito de deliberar sobre a substituição da administradora do fundo.

Composição da carteira, risco de liquidez e atrasos explicam rebaixamento de cotas do FIDC Multissetorial Invest Dunas LP

No dia 09/11/2017 a Liberum rebaixou a classificação de risco das cotas sênior e mezanino do FIDC Multissetorial Invest Dunas LP. No caso das cotas sênior, o rebaixamento foi de ‘BBB-’ para ‘BB’, enquanto a nota das cotas mezanino alterou-se de ‘BB-’ para ‘B+’.  O rebaixamento é resultado de alterações na carteira de direitos creditórios, que passou a ter uma maior participação de cheques. No período de agosto até setembro de 2017, o valor de tal ativo saltou de R$ 18,8 milhões (16,0%) para R$ 45,7 milhões (39,0%). Além disso, no mesmo período, elevou-se o prazo médio dos títulos a vencer, passando para 108 dias, maior do que a média dos FIDC que a Liberum monitora. O relatório atenta para o risco de liquidez do fundo, uma vez que o prazo médio da carteira de direitos creditórios equivale a três vezes mais do que o prazo possível de resgate das cotas do fundo, que é aberto. Segundo a Liberum, “pondera-se que em out/17 foram feitos resgates das cotas seniores da ordem de R$ 12,4 milhões, ocasionando diminuição da carteira de crédito para 106,2 milhões (ante R$ 117,4 milhões em set/17), uma vez que o Fundo não apresentava ativos líquidos (remanescente do PL) suficientes para fazer frente a totalidade do resgate. ” Para finalizar, os atrasos alcançaram a cifra de R$ 18,5 milhões em outubro de 2017, crescimento de R$ 6,1 milhões na comparação com setembro, fazendo surgir também um crescimento no vencido líquido (vencido - PDD), que migrou de 4,8% para 12,7% do PL.

Fitch classifica preliminarmente cotas sênior de FIDC de arranjos de pagamentos

A Fitch atribuiu ontem, dia 09/10/2017, classificação de risco “AA+’ à proposta de emissão de cotas sênior do FIDC Bancos Emissores de Cartao de Crédito Stone II, em montante que pode chegar à cifra de R$ 1,5 bilhão. A operação é uma securitização de direitos creditórios da Stone Pagamentos (Stone) devidos por bancos caracterizados como de “primeira linha”, de acordo com as regras existentes no ambiente de arranjos de pagamentos. Segundo a agência “São originários de transações de pagamento entre os estabelecimentos credenciados e os usuários finais, oriundos de aquisição de bens e serviços quando da utilização de cartões de crédito das bandeiras Visa, Mastercard e Hipercard (Hiper) ”. A taxa de juros a ser buscada para as cotas ainda não foi especificada, mas deve-se respeitar o limite máximo de 106,8% da Taxa DI. Além disso, há na operação a existência de subordinação mínima de 9,75% para as cotas sênior, com a Stone detendo as cotas subordinadas.

Cotas do FIDC GGR Prime I são rebaixadas

As cotas de classe únida do FIDC GGR Prime I foram rebaixadas pela Austin no dia 13/09/2017. O rebaixamento, de ‘A’ para ‘A-’, está fundamentado na pior qualidade de crédito da carteira do fundo em meses recentes. Essa piora tem explicação, em grande parte, em questões como o crescimento de risco de inadimplência e refinanciamento de emissores de certos ativos existentes na carteira. Vale ressaltar que já existem até tratativas para repactuação de termos constituídos na operação, como por exemplo o cronograma de amortização e a data de vencimento. No entanto, a Austin cita que as cotas do fundo contam com grande benefício proporcionado pela existência de imóveis dados em garantia no contexto de seus investimentos, já que “mesmo a despeito dos eventuais inadimplementos dos emissores, tais ativos oferecem expectativas de recuperações elevadas, o que reduz, sobremaneira, o risco de perda para aquele veículo. ” Além disso, outro fator positivo para as cotas é que o fundo detém uma posição de liquidez confortável, algo que, junto com a expectativa de recuperação relevante nos casos de default e/ou de fracasso em repactuações em curso, ajuda na manutenção da classificação de risco.

S&P realiza diversas ações de classificação de risco nas cotas do FIDC Sul Invest Multisetorial

No dia 25/08/2017 a S&P realizou ações nas classificações de risco de cotas do FIDC Sul Invest Multisetorial. Com relação às cotas sênior, houve atribuição de nota ‘AA-’ à 8ª série e afirmação, também com essa nota, à 6ª série. Já no caso das cotas mezanino, houve atribuição de nota ‘BB-’ às 5ª e 6ª séries, e elevação, de ‘B’ para ‘BB-’, no caso das 3ª e 4ª séries. A rentabilidade buscada da 8ª série de cotas sênior corresponde ao IPCA mais 7,5% ao ano. Já as cotas mezanino, possuem meta de rentabilidade de Taxa DI mais 6,0%, no caso da 5ª série, e de IPCA mais 9,5% ao ano, no caso da 6ª série. Os investidores aprovaram, no dia 11/08/2017, diversas alterações com relação ao funcionamento do fundo, devidamente explicitados no documento. Tais alterações fizeram com que a S&P revisasse cálculos de proteção de crédito e índice de perda em cenário-base. A agência considera a Sul Invest Serviços Financeiros um participante crucial em relação ao desempenho da carteira e considera que seus riscos de severidade, portabilidade e ruptura são altos, ocasionando uma classificação potencial máxima de ‘AA’. A agência explica que a subordinação disponível às cotas sênior (35,0%) e mezanino (23,0%) está de acordo com o nível de proteção de crédito necessária para as notas em questão, considerando os cálculos de perda e teste de concentrações, levando-se em conta os cenários de estresse. Foram analisados mecanismos de fluxo de caixa e estruturais da operação, como por exemplo possibilidade de descasamento da taxa de juros e existência de gatilhos capazes de acionar eventos de avaliação. Também foi avaliado o excesso de spread originado da taxa média de desconto aplicada na compra dos recebíveis, que é de 250,0% da Taxa DI. Observando o risco de contraparte, esse se faz presente nos três bancos provedores de conta bancária, que são Itaú, Bradesco e Banco do Brasil. Como o regulamento do fundo não conta com elementos que caracterizem a possibilidade de substituição dos provedores das contas bancárias, a classificação da operação é limitada pela classificação das contrapartes. Ainda segundo relatório “O Sul Invest FIDC atende aos critérios da S&P Global Ratings com relação ao isolamento da insolvência dos participantes e à transferência dos ativos. Os cedentes do FIDC poderão ceder a titularidade, os direitos e os interesses sobre os direitos creditórios cedidos, com coobrigação dos cedentes. Por essa razão, nossa análise considera os riscos de crédito da transação relativos aos sacados e aos cedentes (i.e. cálculo da reserva mínima). ”

Liberum classifica cotas do FIDC Empírica Home Equity

Em 01/09/2017 a Liberum atribuiu classificações de risco à 4ª série de cotas sênior e às cotas mezanino E do FIDC Empírica Home Equity. No caso das cotas sênior a nota atribuída foi ‘A+’, enquanto que as cotas mezanino receberam ‘BBB-’. Segundo relatório da agência, “A carteira de crédito é representada por CCB ou CCI originados de financiamentos ou empréstimos a pessoas físicas, com prazo máximo de até 180 meses, com garantia de alienação fiduciária de imóveis, tendo por isso a denominação “home equity”. Há na estrutura do fundo a presença de proteção de crédito através de subordinação. Essa subordinação é de 30,0% para as cotas sênior e de 10,0% para as cotas mezanino.

Critérios de elegibilidade do FIDC TMJ geram mudança na classificação de risco

No dia 25/08/2017 a Austin atribuiu nota de crédito ‘BBB’ às cotas de classe única do FIDC TMJ. De acordo com a agência, não haverá emissão de cotas subordinadas pelo fundo, fato que provoca a inexistência de proteção em situações de default dos ativos em carteira. Vale destacar que a nota atribuída é diferente da nota preliminar dada pela Austin em 06/03/2017 (‘A-’). O novo entendimento se justifica em modificações nos critérios de elegibilidade existentes no regulamento do fundo em comparação com a minuta de regulamento tomada como base naquela época. Dentre tais mudanças pode-se destacar a possibilidade do fundo concentrar todo o investimento em ativos classificados com ‘BBB+’, ainda que individualmente os devedores representem até 13,0% do PL. Além disso, o relatório menciona que “o rating considera a qualidade dos ativos presentes na carteira atual do Fundo, que modificaram a percepção de risco das Cotas”.

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