Austin rebaixa para ‘BB-’ cotas do FIDC GGR Prime I

Em 06/03/2018, a Austin divulgou uma nota informando o rebaixamento, em 27/02/2018, da classificação de risco das cotas de classe única do FIDC GGR Prime I. O rebaixamento, de ‘BB+’ para ‘BB-’, foi pautado em uma série de fatores. Primeiramente, a agência cita o fato de que nos últimos meses a representatividade dos atrasos sobre a carteira saltou de 3,9% para 8,0%. Também ocorreu elevação de Provisão para Devedores Duvidosos (PDD), que migrou de 4,3% para 6,4% da carteira, fazendo com que, no acumulado dos últimos doze meses, as cotas alcançassem somente 49,1% da meta estabelecida para a rentabilidade. Outro fator abordado no comunicado diz respeito à piora do risco de liquidez do fundo, já que, nas palavras da Austin, há “presença de incertezas quanto às efetivações das negociações de ativos (emissões) que encontram-se inadimplentes (obrigações pecuniárias e/ou enquadramento de garantias e demais condições previstas nos instrumentos dessas emissões)”. Segundo a agência, o perfil de risco de crédito de algumas operações deixa menos provável que os recebimentos do fundo sejam capazes de suprir todos os resgates. Além disso, foi levado em consideração na análise que mesmo que existam garantias reais imobiliárias para as emissões da carteira, a possível falta de liquidez é um problema relevante, já que o prazo para execução e liquidação das garantias é tido como imprevisível. Por fim, a Austin menciona que considerou também que a GGR Gestão de Recursos está em processo de alteração societária, o que consequentemente provoca mudanças na equipe de gestão do fundo.

Cotas sênior e mezanino do FIDC Kreditare são elevadas pela Austin

Em 06/02/2018 a Austin elevou a classificações de risco das cotas sênior, de ‘A-’ para ‘A’, e das cotas mezanino I, de ‘BB+’ para ‘BBB-’, do FIDC Kreditare. Nas palavras da agência, a elevação é consequência, principalmente, do bom desempenho do fundo, com enquadramento aos critérios regulamentares e volumes reduzidos de créditos vencidos e recompras. Além disso, outro aspecto positivamente mencionado consiste no retorno das cotas subordinadas, com rentabilidade acumulada de 64,22% nos últimos doze meses.

Crescimento de recompras contribui para rebaixamento de cotas do FIDC Premier Capital

Em 12/01/2018 a Liberum rebaixou as classificações de risco das cotas sênior e mezanino do FIDC Premier Capital, de ‘AA-’ para ‘A’ e de ‘BBB’ para ‘BB+’, respectivamente. No relatório divulgado são mencionados como fatores explicativos do rebaixamento a piora do perfil de risco dos créditos adquiridos e o crescimento da recompra de direitos creditórios no último trimestre. Com relação a esse último ponto, destaca-se que, de acordo com a agência, nos meses de outubro e novembro do ano passado foram alcançados níveis maiores do que 12,0% de recompras mensais em relação ao Patrimônio Líquido (PL). Além disso, o relatório aborda como fator negativo o atual contexto de maior ocorrência de operações intercompany, consideradas pela Liberum como operações mais arriscadas. A carteira de direitos creditórios do fundo é pautada principalmente em duplicatas e cheques de alto giro, provenientes de compra e venda de produtos e prestação de serviços. Os índices de subordinação equivalem a 52,0% do PL para as cotas sênior e a 26,0% do PL para as cotas mezanino.

Fitch rebaixa cotas de FIDC com risco Casan

Em 10/01/2018 a Fitch divulgou relatório informando que rebaixou para ‘BB+’, de ‘BBB’, a classificação de risco da primeira série de cotas sênior do FIDC Casan Saneamento. O rebaixamento reflete a vinculação entre as classificações de risco das cotas do fundo e da empresa Casan, que teve, em 03/01/2018, também um rebaixamento. Os recebíveis envolvidos são provenientes da prestação de serviços de saneamento básico pela empresa. No caso da classificação de risco da empresa a explicação decorre da falta de aporte por parte do Estado de Santa Catarina, que é seu controlador. Essa questão, de acordo com a Fitch, possibilita uma declaração de aceleração dos pagamentos do FIDC para períodos mais curtos. Além disso, outro aspecto negativo, segundo o relatório, é que as cotas sênior do fundo e a primeira emissão de debêntures representam parcela de 58,0% da dívida da empresa, o que para agência é um percentual elevado.  Essas debêntures, em conjunto com dívidas perante a Caixa Econômica Federal, ainda segundo a Fitch, exerceriam senioridade em relação às cotas do fundo, fator que reduz os índices de cobertura do serviço da dívida das cotas sênior. O benchmark das cotas avaliadas corresponde a 11,0% ao ano, com correção mensal pelo IPCA, e o saldo devedor em setembro de 2017 era de R$ 244,2 milhões.

FIDC TMJ tem cotas classificadas pela Austin

Em comunicado divulgado em 18/12/2017, a Austin informou que, no dia 15/12/2017, atribuiu a classificação de risco ‘BB-’ às cotas de classe única do FIDC TMJ. A remuneração buscada consiste em IPCA mais 8,5% ao ano. Os direitos creditórios nos quais o fundo investe são representados por CCI, CRI, CCB e debêntures.

Gradual deixa administração do Multisetorial Silverado Maximum II

A Gradual Corretora de Câmbio Títulos e Valores Mobiliários (Gradual CCTVM) encaminhou na última sexta-feira, dia 24/11/2017, um comunicado para a CVM e para os cotistas do FIDC Multisetorial Silverado Maximum II, fundo onde exerce a função de administradora, informando sobre sua renúncia imediata e irretratável das atividades de administração, gestão, custódia, escrituração de cotas e distribuição do fundo. Uma assembleia geral de cotistas foi convocada para a mesma data com o intuito de deliberar sobre a substituição da administradora do fundo.

Composição da carteira, risco de liquidez e atrasos explicam rebaixamento de cotas do FIDC Multissetorial Invest Dunas LP

No dia 09/11/2017 a Liberum rebaixou a classificação de risco das cotas sênior e mezanino do FIDC Multissetorial Invest Dunas LP. No caso das cotas sênior, o rebaixamento foi de ‘BBB-’ para ‘BB’, enquanto a nota das cotas mezanino alterou-se de ‘BB-’ para ‘B+’.  O rebaixamento é resultado de alterações na carteira de direitos creditórios, que passou a ter uma maior participação de cheques. No período de agosto até setembro de 2017, o valor de tal ativo saltou de R$ 18,8 milhões (16,0%) para R$ 45,7 milhões (39,0%). Além disso, no mesmo período, elevou-se o prazo médio dos títulos a vencer, passando para 108 dias, maior do que a média dos FIDC que a Liberum monitora. O relatório atenta para o risco de liquidez do fundo, uma vez que o prazo médio da carteira de direitos creditórios equivale a três vezes mais do que o prazo possível de resgate das cotas do fundo, que é aberto. Segundo a Liberum, “pondera-se que em out/17 foram feitos resgates das cotas seniores da ordem de R$ 12,4 milhões, ocasionando diminuição da carteira de crédito para 106,2 milhões (ante R$ 117,4 milhões em set/17), uma vez que o Fundo não apresentava ativos líquidos (remanescente do PL) suficientes para fazer frente a totalidade do resgate. ” Para finalizar, os atrasos alcançaram a cifra de R$ 18,5 milhões em outubro de 2017, crescimento de R$ 6,1 milhões na comparação com setembro, fazendo surgir também um crescimento no vencido líquido (vencido - PDD), que migrou de 4,8% para 12,7% do PL.

Fitch classifica preliminarmente cotas sênior de FIDC de arranjos de pagamentos

A Fitch atribuiu ontem, dia 09/10/2017, classificação de risco “AA+’ à proposta de emissão de cotas sênior do FIDC Bancos Emissores de Cartao de Crédito Stone II, em montante que pode chegar à cifra de R$ 1,5 bilhão. A operação é uma securitização de direitos creditórios da Stone Pagamentos (Stone) devidos por bancos caracterizados como de “primeira linha”, de acordo com as regras existentes no ambiente de arranjos de pagamentos. Segundo a agência “São originários de transações de pagamento entre os estabelecimentos credenciados e os usuários finais, oriundos de aquisição de bens e serviços quando da utilização de cartões de crédito das bandeiras Visa, Mastercard e Hipercard (Hiper) ”. A taxa de juros a ser buscada para as cotas ainda não foi especificada, mas deve-se respeitar o limite máximo de 106,8% da Taxa DI. Além disso, há na operação a existência de subordinação mínima de 9,75% para as cotas sênior, com a Stone detendo as cotas subordinadas.

Cotas do FIDC GGR Prime I são rebaixadas

As cotas de classe únida do FIDC GGR Prime I foram rebaixadas pela Austin no dia 13/09/2017. O rebaixamento, de ‘A’ para ‘A-’, está fundamentado na pior qualidade de crédito da carteira do fundo em meses recentes. Essa piora tem explicação, em grande parte, em questões como o crescimento de risco de inadimplência e refinanciamento de emissores de certos ativos existentes na carteira. Vale ressaltar que já existem até tratativas para repactuação de termos constituídos na operação, como por exemplo o cronograma de amortização e a data de vencimento. No entanto, a Austin cita que as cotas do fundo contam com grande benefício proporcionado pela existência de imóveis dados em garantia no contexto de seus investimentos, já que “mesmo a despeito dos eventuais inadimplementos dos emissores, tais ativos oferecem expectativas de recuperações elevadas, o que reduz, sobremaneira, o risco de perda para aquele veículo. ” Além disso, outro fator positivo para as cotas é que o fundo detém uma posição de liquidez confortável, algo que, junto com a expectativa de recuperação relevante nos casos de default e/ou de fracasso em repactuações em curso, ajuda na manutenção da classificação de risco.

S&P realiza diversas ações de classificação de risco nas cotas do FIDC Sul Invest Multisetorial

No dia 25/08/2017 a S&P realizou ações nas classificações de risco de cotas do FIDC Sul Invest Multisetorial. Com relação às cotas sênior, houve atribuição de nota ‘AA-’ à 8ª série e afirmação, também com essa nota, à 6ª série. Já no caso das cotas mezanino, houve atribuição de nota ‘BB-’ às 5ª e 6ª séries, e elevação, de ‘B’ para ‘BB-’, no caso das 3ª e 4ª séries. A rentabilidade buscada da 8ª série de cotas sênior corresponde ao IPCA mais 7,5% ao ano. Já as cotas mezanino, possuem meta de rentabilidade de Taxa DI mais 6,0%, no caso da 5ª série, e de IPCA mais 9,5% ao ano, no caso da 6ª série. Os investidores aprovaram, no dia 11/08/2017, diversas alterações com relação ao funcionamento do fundo, devidamente explicitados no documento. Tais alterações fizeram com que a S&P revisasse cálculos de proteção de crédito e índice de perda em cenário-base. A agência considera a Sul Invest Serviços Financeiros um participante crucial em relação ao desempenho da carteira e considera que seus riscos de severidade, portabilidade e ruptura são altos, ocasionando uma classificação potencial máxima de ‘AA’. A agência explica que a subordinação disponível às cotas sênior (35,0%) e mezanino (23,0%) está de acordo com o nível de proteção de crédito necessária para as notas em questão, considerando os cálculos de perda e teste de concentrações, levando-se em conta os cenários de estresse. Foram analisados mecanismos de fluxo de caixa e estruturais da operação, como por exemplo possibilidade de descasamento da taxa de juros e existência de gatilhos capazes de acionar eventos de avaliação. Também foi avaliado o excesso de spread originado da taxa média de desconto aplicada na compra dos recebíveis, que é de 250,0% da Taxa DI. Observando o risco de contraparte, esse se faz presente nos três bancos provedores de conta bancária, que são Itaú, Bradesco e Banco do Brasil. Como o regulamento do fundo não conta com elementos que caracterizem a possibilidade de substituição dos provedores das contas bancárias, a classificação da operação é limitada pela classificação das contrapartes. Ainda segundo relatório “O Sul Invest FIDC atende aos critérios da S&P Global Ratings com relação ao isolamento da insolvência dos participantes e à transferência dos ativos. Os cedentes do FIDC poderão ceder a titularidade, os direitos e os interesses sobre os direitos creditórios cedidos, com coobrigação dos cedentes. Por essa razão, nossa análise considera os riscos de crédito da transação relativos aos sacados e aos cedentes (i.e. cálculo da reserva mínima). ”

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