FIDC Captalys Mais Saúde tem cotas sênior classificadas pela Fitch

O FIDC Captalys Mais Saúde teve ontem, dia 08/05/2017, suas cotas sênior classificadas pela agência de classificação de risco Fitch. A agência atribuiu a nota de crédito ‘A+’ à emissão, cujo montante equivale a R$60,0 milhões. Tal operação tem como lastro empréstimos destinados a clínicas e hospitais ligados ao SUS, com garantia em fluxos futuros provenientes da prestação de serviços aos pacientes que procuram o sistema. Segundo relatório da agência, os principais cedentes de direitos creditórios alvos do fundo são clínicas encarregadas de prover serviços de média ou alta complexidade. A remuneração estabelecida se equivale à 126,0% da Taxa DI.

SR para de acompanhar três FIDC, incluindo os fundos Incentivo Multissetorial

No dia 18/04/2017 a SR Rating comunicou a retirada das classificações de risco concedidas a títulos de três FIDC em decorrência da não renovação dos contratos para acompanhamento desses fundos. Tais fundos são: Incentivo Multisetorial I, Incentivo Multisetorial II e Rio Bonito. Em relação ao Incentivo Multisetorial I e ao Incentivo Multissetorial II, estes enfrentam desafios em seu funcionamento. Como abordado pela Uqbar em artigo no mês de março, os dois fundos optaram por destituir o gestor de suas carteiras, a empresa Incentivo Investimentos. As carteiras de ambos os fundos apresentam elevados índices de atrasos, sendo que a carteira do Incentivo Multisetorial I se encontra em atraso em sua totalidade, condição esta já ocorrida no passado, conforme apontado em artigo de 2015.

S&P classifica cotas do FIDC Crédito Universitário

A S&P atribuiu, no dia 13/01/2017, a classificação de risco ‘AA-’ tanto para a 17ª quanto para a 18ª séries de cotas sênior a serem emitidas pelo FIDC Crédito Universitário. Tal fundo é organizado como um condomínio fechado multisséries, com contratos de empréstimos advindos da área de educação configurando-se como seus possíveis direitos creditórios. A gestora do FIDC, Ideal Invest, é responsável pela análise e seleção dos financiamentos estudantis. No que diz respeito ao benchmark das duas séries, a 17ª série terá uma rentabilidade buscada correspondente à Taxa DI com spread de 3,2% ao ano, ao passo que a 18ª série buscará rentabilidade correspondente ao IPCA mais 3,35% ao ano e spread ainda a ser definido com base na taxa observada para emissão de NTN-B com vencimento parecido com o da 18ª série. O montante total, considerando a soma das duas séries, poderá chegar a R$ 150,0 milhões.

Oferta de cotas sênior de FIDC da Eletrosul recebe registro

A CVM concedeu ontem, 12 de janeiro, o registro definitivo de oferta pública de R$ 690,0 milhões referentes à 1ª série de cotas sênior do FIDC Transmissão Infinity DI. A oferta será coordenada pelo Banco BTG Pactual. O fundo é administrado pela Caixa Econômica Federal e tem por objeto a aquisição de recebíveis provenientes da concessão de linhas de transmissão e de subestações de exploração da empresa Eletrosul Centrais Elétricas, cedente da operação. Esta é a primeira oferta de cotas deste FIDC registrada na CVM. O fundo ainda não entrou em operação.

S&P rebaixa cotas sênior e mezanino do FIDC Multissetorial Valor

No dia 28/12/2016 a S&P rebaixou a classificação de risco das cotas sênior e mezanino do FIDC Multissetorial Valor. No caso das cotas sênior o rebaixamento incidiu sobre a 5ª e 6ª séries, fazendo com que suas notas migrassem de ‘AA-’ para ‘A-’, enquanto que no caso das cotas mezanino os alvos foram as 3ª e 4ª emissões, com as notas migrando de ‘A’ para ‘BB-’. A soma do montante referente às cotas sênior é equivalente a R$ 44,7 milhões, enquanto o montante referente à soma das cotas mezanino é igual a R$ 14,9 milhões. Com relação às cotas sênior, a agência explica o rebaixamento através da análise dos riscos operacionais, mais precisamente através da observação do perfil mais arriscado do que o esperado dos recebíveis da carteira adquiridos de múltiplos cedentes, e da redução da equipe da empresa, fator que limita sua capacidade operacional diante do risco apresentado pela carteira. A S&P menciona ainda, em relação aos recebíveis observados, “(i) cedidos por cedentes em recuperação judicial, os quais representavam 5,2% do Patrimônio Líquido (PL) do FIDC; (ii) com cedentes e sacados conectados por acionistas e/ou administradores em comum (8,2% do PL); (iii) um cheque no valor de cerca de R$ 3 milhões (4,1% do PL); e (iv) ativos representados por contratos de compra e venda de unidades imobiliárias ou acordos de acionistas de sociedade em conta de participação (contratos físicos) e que correspondiam a 7,0% do PL.” Há ainda uma fração pequena do PL aplicada em CCB.  Já com relação às cotas mezanino, o critério utilizado para rebaixar suas notas foi que a subordinação mínima disponível é de 17 %, não sendo suficiente para prover a proteção de crédito necessária para classificações de risco superiores a ‘BB-’. 

Liberum rebaixa cotas sênior do FIDC Marte Fornecedores

A Liberum rebaixou, no dia 28/12/2016, a classificação de risco da primeira série de cotas sênior do FIDC Marte Fornecedores, de ‘A’ para ‘BB’. Um dos fatores que foram levados em consideração pela agência é o grande crescimento de créditos vencidos na carteira, que passaram a representar 27,8% do total existente no fim de 2016. Como o fundo é caracterizado por ser do tipo mono sacado, voltado para financiamento de forma exclusiva dos fornecedores do Grupo Seta Atacadista, a inadimplência dos sacados sob controle do grupo gera elevado risco de perda da carteira. Segundo a agência, outro fato levado em conta na análise foi a concentração da carteira em cedentes de mesmo controlador, de tal maneira que, no final de 2016, segundo a agência, “44% da carteira se referia a 5 grupos de empresas controladas pelos mesmos sócios, o que piora significativamente o perfil de risco da carteira do fundo”. Esses dois componentes de análise, o aumento dos créditos vencidos e a concentração da carteira, acabaram por desfazer as projeções para o fundo, já que a expectativa era de que a concentração máxima do PL no maior cedente seria de 10% e de que o volume de vencidos seria nulo. Além disso, a agência de classificação de risco também ponderou o risco de crédito do Grupo Seta Atacadista, bem como o expressivo número de reclamações sobre seus controlados. 

Liberum atribui ‘CCC’ às cotas subordinadas do FIDC JC 4870 V NP

No dia 21/12/2016 a agência de classificação de risco Liberum atribuiu a nota ‘CCC’ às cotas subordinadas do FIDC JC 4870 V NP (apesar da denominação "subordinada”, não existe emissão de cotas sênior). O fundo se caracteriza por concentrar sua carteira em um único cedente e um único ativo. Tal ativo consiste em uma ação judicial, ainda em execução, contra a União Federal e interposta pela empresa Usina São Domingos através da alegação de fixação ilegal dos preços dos produtos sucroalcooleiros entre 1985 e 1989. O valor total correspondente às cotas analisadas é equivalente a R$ 500,0 mil.

Cotas do Libra II Multissetorial NP são elevadas pela Liberum

No dia 15/12/2016 as cotas subordinadas do Libra II Multissetorial NP foram elevadas pela agência de classificação de risco Liberum. Tal elevação ocorreu de maneira que a classificação dessas cotas migrou de ‘CCC’ para ‘B’. De acordo com relatório fornecido pela agência, a elevação se baseia nos critérios de elegibilidade dos direitos creditórios com potencial de securitização, na qualidade desses recebíveis, na existência de excedente de spread e na subordinação. Ainda foram levados em conta outros fatores como a capacidade técnica da consultora dos direitos creditórios, o histórico do FIDC, os riscos de liquidez e descasamento das taxas existentes na operação, e o perfil dos ativos ainda existentes. Segundo a Liberum, a perspectiva do risco de crédito das cotas subordinadas é considerada estável.

Liberum rebaixa cotas do Multissetorial Invest Dunas LP

No dia 12/12/2016 a agência de classificação de risco Liberum rebaixou notas concedidas às cotas sênior e mezanino do FIDC Multissetorial Invest Dunas LP. No caso das cotas sênior o rebaixamento se deu de forma que as notas foram de ‘A’ para ‘’BBB-’, enquanto que no caso das cotas mezanino o rebaixamento foi de ‘BB+’ para ‘BB-’. A decisão se fundamentou em fatores como o comportamento e perfil de risco dos direitos creditórios, assim como critérios de elegibilidade e nos reforços de crédito das cotas. O fundo tem enfrentado, de forma persistente, problemas relacionados ao aumento no volume de créditos vencidos até 30 dias. De acordo com a agência, existe ainda o problema referente ao fato de que a fundo corre riscos relacionados ao meio escolhido para liquidação de títulos atrasados, já que tais títulos são liquidados em grande maioria através de depósitos em conta. Tal maneira de liquidação foge do que é tradicionalmente praticado no mercado, liquidação mediante boletos emitidos em favor da conta do fundo. A agência atenta para o risco de que a piora desses indicadores resulte em migração em grande escala de créditos vencidos para períodos superiores de atraso, o que acarretaria dificuldades no provisionamento do fundo, no resultado das cotas subordinadas e no reforço de crédito das cotas avaliadas. Por fim, o relatório menciona o baixo provisionamento da carteira do fundo para créditos vencidos a mais de 30 dias comparado ao que é praticado no mercado.

FIDC relacionado ao financiamento de veículos tem cotas mezanino elevadas

Em revisão realizada no dia 09/12/2016, a Fitch elevou a classificação de risco das cotas mezanino do FIDC Driver Brasil Three Banco Volkswagen, que migraram de ‘A+’ para ‘AA+’ e montante inicial emitido de R$ 15,3 milhões. Em relatório, a Fitch explica que “ A operação trata-se da securitização de uma carteira estática de crédito direto ao consumidor (CDC) para financiamento de veículos cedidos pelo Banco Volkswagen S.A (BVW)” . A elevação é decorrente do aumento do reforço de crédito disponível e da estimação de perda-base, que foi revisada para baixo. De acordo com a agência, em outubro de 2016 existia uma sobrecolateralização inicial destinada aos investidores de cotas mezanino equivalente a 12,5%, enquanto que o reforço de crédito buscado, sem levar em conta reserva de caixa, é de 6,6%. Após análise sobre dados históricos de inadimplência, a Fitch decidiu alterar sua expectativa de perda bruta da carteira, que era de 2,5%, e revisando-a para 1,5%. A perda acumulada da carteira em outubro de 2016 estava na faixa de 0,19%, abaixo do que havia sido inicialmente calculado para o período.

Páginas de Participantes
Mais Lidos