No retrato da evolução, o destaque alcançado pelos FIDC de Factoring

Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) do tipo “multicedente e multissacado”, também denominados por “FIDC de factoring”, ou seja, fundos que adquirem recebíveis originados por diversos cedentes e de diversos devedores, previamente analisados por uma consultora de crédito, vêm aumentando sua participação na indústria e apresentando contínuo crescimento, mesmo em face de um desempenho recente estável do universo de FIDC como um todo. Em termos de Patrimônio Líquido (PL), nos últimos doze meses, até o final de julho de 2014, o crescimento deste segmento de fundos alcançou 13,4%, tendo aquele indicador subido de R$ 6,1 bilhões para R$ 6,9 bilhões. No mesmo período, o PL de toda a indústria de FIDC regrediu 0,24%, se reduzindo de R$ 50,3 bilhões para R$ 50,2 bilhões. Consequentemente, a participação no PL total da indústria referente aos FIDC de factoring atingiu 13,8% no final de julho de 2014, tendo esta sido equivalente a 12,1% um ano antes.

Para continuar lendo, faça o seu login ou assine TLON.

A dispensa pela CVM de requisitos da ICVM 531 para fundos NP

Computado o voto da diretora Luciana Dias e com o pedido de vista de processo solicitado pela diretora Ana Novaes, a sessão do colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que tratava da dispensa do cumprimento de requisitos previstos na recente Instrução CVM nº 531 (ICVM 531) encerrou-se, em 27 maio último, com apuração parcial não favorável ao pleito. Retomada a sessão, o voto da diretora Ana Novaes, acompanhado pela maioria do colegiado, no entanto, inverteu a contagem, resultando em parecer final favorável ao deferimento do pedido de dispensa. Com efeito, Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios Não Padronizados (FIDC NP) que investem em créditos inadimplidos ficam autorizados, desde que atendidas algumas exigências, a contratar o cedente da operação para verificar o lastro dos direitos creditórios e para que faça a guarda de sua documentação comprobatória. Entretanto, a cessão de direitos creditórios ao FIDC NP pelos seus prestadores de serviços, como o custodiante, que também fazia parte do pleito, permanece vedada.

Para continuar lendo, faça o seu login ou assine TLON.

Cotas sênior do FIDC Capital Ativo recebem classificação

A Liberum atribuiu a classificação de risco BBB+(fe) para as cotas sênior do FIDC Capital Ativo. O FIDC aplica seus recursos principalmente em recebíveis comerciais, todos originados e selecionados pela empresa Shirivasta Consultoria, consultora do fundo. Tratam-se de créditos de curto prazo, geralmente de 30 a 120 dias, decorrentes da venda de um bem ou serviço realizado por pessoas jurídicas. No dia 16 de junho de 2014 foi realizada uma assembleia de cotistas do fundo onde algumas mudanças foram aprovadas, sendo elas: (a) a transformação do fundo em condomínio aberto; (b) a contratação da Fram Capital Gestão de Ativos como gestora do fundo, bem como seus poderes e sua remuneração; (c) a alteração da taxa de administração; (d) a alteração nas condições de resgate; (e) a alteração da razão de garantia; (f) as condições de resgate para regular o condomínio aberto; e, por último, (g) a aprovação da emissão de até 200 cotas de classe sênior.

Negócios Cetip (FIDC) – 18 a 22/ago/14

Na semana passada foram registrados 56 negócios com cotas de FIDC na Cetip que totalizaram R$ 50,39 milhões. A cota com maior montante negociado (R$ 16,97 milhões) foi a cota sênior 3 do FIDC Insumos Básicos da Indústria Petroquímica. Administrado pela Intrag DTVM, este fundo investe em recebíveis comerciais originados pela Petrobras representados por notas fiscais. A cota sênior 1 do FIDC Lecca, novamente, obteve o maior número de negócios (12). Este fundo é administrado pela SOCOPA e adquire direitos creditórios oriundos de operações de compra e venda de mercadorias e/ou prestação de serviços e/ou operações de crédito e financiamento, todos eles previamente analisados pela consultora Epanor Lecca.  Além das cotas dos fundos acima, negócios com cotas de outros 15 FIDC foram registrados na Cetip. Não houve registro de qualquer negócio na BM&FBOVESPA.

Cotistas do Multisetorial Lego LP aprovam emissão de nova série de cotas sênior

Veja abaixo esta e outras decisões tomadas no âmbito de assembleias de FIDC divulgadas entre 18 e 22 de agosto de 2014

Para continuar lendo, faça o seu login ou assine TLON.

Eco Multi e BVA Master III com mais de 75% da carteira em atraso

Ao final de julho de 2014 o FIDC Eco Multi Commodities Financeiros Agropecuários se manteve como o FIDC com maior índice de Atraso Normalizado (Atrason1). Este fundo, que investe em créditos oriundos do agronegócio, chegou a marca de 81,7% dos direitos creditórios em atraso, sendo o único fundo com mais de 80,0% de direitos creditórios em atraso no mês. Logo em seguida figura o FIDC Multisetorial Master III, antigo BVA Master III, um fundo que investia em direitos creditórios oriundos de empréstimos concedidos pelo Banco BVA a empresas de pequeno e médio porte. Ambos os fundos comungam do fato de não mais contar com qualquer subordinação como reforço de crédito para as suas cotas sênior, além de encontrarem-se em processo de liquidação, após longo período sob estresse.

Para continuar lendo, faça o seu login ou assine TLON.

Cotas sênior do FIDC Empírica Sorocred Cartões recebem classificação

A Fitch atribuiu a classificação de risco ‘BBB-(exp)sf(bra)’ à emissão da 1ª série de cotas sênior do FIDC Empírica Sorocred Cartões, no valor de até R$ 39,0 milhões. Este fundo terá como objetivo investir em recebíveis relativos a compras feitas com cartões de crédito de bandeira privada, emitidos pela Sorocred – Crédito, Financiamento e Investimento, cedente da operação. Estes cartões são nacionais, com foco nas classes C, D e E, de menor poder aquisitivo. Dentre os fundamentos da classificação de risco citados pela agência, pode-se destacar: (i) o reforço de crédito proporcionado pela taxa de subordinação de 40,0%; (ii) o baixo alinhamento de interesse econômico entre o cedente e o fundo, tendo em vista que os devedores possuem a prerrogativa de efetuar os pagamentos dos direitos creditórios em valor inferior ao estabelecido nas faturas, pagando na data de vencimento. Assim, a Sorocred, como cedente e servicer, tem baixo incentivo em cobrar o pagamento integral da fatura nas datas de vencimento, pois, em caso de atrasos, o fundo não terá direito ao recebimento dos juros; e (iii) o entendimento, pela agência, de que a cedente desempenha papéis cruciais para a boa performance da operação (originação, análise de crédito, emissão de faturas e cobrança própria de créditos inadimplentes), de forma que uma piora da qualidade de crédito da Sorocred poderá afetar o desempenho dos créditos cedidos para a operação. Até o dia 20 de agosto este fundo não constava na lista de FIDC registrados na CVM.

Cotas sênior do FIDC FCORP Crédito Privado são classificadas com AA

A S&P atribuiu as classificações de risco preliminares ‘brAA (sf)’ e ‘brBBB (sf)’ às cotas sênior e mezanino a serem emitidas pelo FIDC FCORP Crédito Privado, respectivamente. O fundo será constituído sob o formato de condomínio aberto e terá sua carteira de direitos creditórios composta por títulos de dívida corporativa e emissões de instituições financeiras. O reforço de crédito disponível para os cotistas será proporcionado pela subordinação de cotas, com mínimo de 22,0% para as cotas sênior e 15,0% para as cotas subordinadas mezanino. As cotas sênior terão como rentabilidade alvo 109,0% da taxa DI. Já as cotas subordinadas mezanino buscarão uma rentabilidade alvo equivalente a 115,0% da mesma taxa. Ao final de cada mês, cada cotista poderá solicitar o resgate de até 35,0% de suas cotas. Até ontem, 19 de agosto, o fundo ainda não constava na lista de fundos registrados na CVM.

Alta da inadimplência ocasiona rebaixamento de cotas do Crédito Universitário

A agência de classificação de risco Standard and Poor's (S&P) rebaixou a classificação de risco de seis séries de cotas de classe sênior do FIDC Crédito Universitário, de 'AA+' para 'AA-', na última sexta-feira (15/08). A agência identificou uma tendência de crescimento de créditos inadimplentes há mais de 180 dias, cujos devedores celebraram o primeiro contrato entre os anos de 2007 e 2010, o que motivou a ação de classificação de risco. O fundo investe em recebíveis educacionais originados por "contratos de financiamento ligados ao segmento educacional, incluindo contratos de Crédito Direto ao Consumidor para pagamento de prestação de serviços educacionais ou Contratos de Mútuo para financiar débitos de serviços educacionais". O gestor do fundo, Ideal Invest, esclareceu a S&P que isso é consequência de uma análise de crédito inicial mais fraca por conta dos critérios de seleção de alunos (devedores) utilizados no período acima mencionado e do concomitante aumento do custo financeiro do financiamento para esses alunos. A gestora do fundo propôs ainda aos cotistas uma alteração na estrutura do FIDC, a ser deliberada na próxima assembleia geral de cotistas. Por consequência disto, a S&P inseriu as classificações de risco na listagem CreditWatch com implicações negativas, pois acredita que existe a possibilidade, dependendo de decisão dos cotistas do fundo, da proteção de crédito do fundo não ser reforçada.

Indústria de FIDC se mantém estável, NP cresce 14% em doze meses

Em fins de julho de 2014 o valor consolidado de Patrimônio Líquido (PL) dos 410 Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) em atividade no momento, um recorde para este indicador, totalizavam R$ 50,22 bilhões. Se comparado com junho de 2014, quando o montante era de R$ 51,57 bilhões, a queda foi de apenas 2,6%. Comparado a dezembro de 2013 – quando o PL da indústria era de R$ 53,30 bilhões -  e julho do mesmo ano (R$ 50,37 bilhões), a retração foi de 5,8% e 0,3%, respectivamente. A estabilidade deste indicador verificada nos últimos doze meses, no entanto, é contrastada com a vigorosa expansão dos FIDC Não Padronizados (FIDC NP). Desde dezembro de 2013 o PL deste segmento tem se elevado em grande medida, e culminou, em julho de 2014, com recorde de número de fundos em operação e de montante. Com isso, a fatia dos FIDC NP frente ao total da indústria chegou a 21,5%, a maior proporção desde a criação dos Não Padronizados, como ilustrada pela Figura 1.

Para continuar lendo, faça o seu login ou assine TLON.

Rankings

Mais Recentes