Número de FIDC registrados não se reflete em novas emissões

No período compreendido entre janeiro e agosto de 2014, cerca de 63 novos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) obtiveram seu registro de funcionamento na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Embora seja cinco unidades inferior (-7,4%) à cifra registrada no mesmo período de 2013 (68), quando se considera os últimos dez anos o patamar registrado no presente ano é o terceiro mais elevado. Contudo, este bom desempenho nos últimos anos em termos de número de registros de FIDC não tem se traduzido em comportamento proporcional em termos de montante de emissões dos fundos, se restringindo assim apenas à ampliação do potencial deste mercado.

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Negócios Cetip (FIDC) – setembro/14

No último mês foram registrados 308 negócios com cotas de FIDC na Cetip que totalizaram R$ 238,7 milhões. A cota que apresentou o maior montante negociado (R$ 50,7 milhões) foi a cota de classe única do FIDC Brasil Óleo e Gás Exclusive. Administrado pela Oliveira Trust DTVM, o fundo tem seu lastro exclusivamente em debêntures da 4ª emissão da Petrobras. A cota sênior 1 do FIDC Lecca registrou, novamente, o maior número de negócios (96). Administrado pela SOCOPA, este fundo investe em recebíveis oriundos de operações comerciais, de financiamento de veículos e de operações de crédito tanto para pessoa física quanto para pessoa jurídica, todos eles previamente analisados e selecionados pela consultora Epanor Lecca. Além das cotas dos fundos acima, negócios com cotas de outros 35 FIDC foram registrados na Cetip. Não houve registro de qualquer negócio na BM&FBOVESPA.

Ofertas públicas de cotas do FIDC Omni Veículos X recebem registro na CVM

Foram registradas nesta segunda-feira, 29 de setembro, na CVM, as ofertas públicas das séries sênior e mezanino do FIDC Omni Veículos X, nos montantes de R$ 126,72 milhões e R$ 22,00 milhões respectivamente. O fundo é administrado e gerido pela Oliveira Trust DTVM. A distribuição pública das cotas será conduzida pelo BES INVESTIMENTO DO BRASIL – BANCO DE INVESTIMENTO na qualidade de coordenador líder. O FIDC Omni X é uma operação de securitização de créditos relacionados ao financiamento de veículos usados, originados pela Omni Crédito, Financiamento e Investimento. As cotas sênior possuirão uma rentabilidade alvo equivalente à da taxa DI acrescida de um spread de 2,50% ao ano. As cotas mezanino terão como meta de rentabilidade a taxa DI acrescida de um spread de 4,95% ao ano. Ambas as classes de cotas terão prazo de vencimento de 60 meses, contados a partir da data de emissão

Negócios Cetip (FIDC) – 22 a 26/set/14

Na semana passada foram registrados 42 negócios com cotas de FIDC na Cetip que totalizaram R$ 41,83 milhões. A cota que apresentou o maior montante negociado (R$ 18,15 milhões) foi a cota de classe única do FIDC Brasil Óleo e Gás Exclusive. Administrado pela Oliveira Trust DTVM, o fundo tem seu lastro exclusivamente em debêntures da 4ª emissão da Petrobras. A cota sênior 4 do FIDC Indústria Exodus III BRZ registrou o maior número de negócios (6). Administrado pela Gradual CTVM, este fundo tem como ativo lastro recebíveis comerciais performados, representados por duplicatas e cheques, e títulos de crédito com garantia representados por cédulas de crédito bancário, debêntures e notas promissórias. Além das cotas dos fundos acima, negócios com cotas de outros 11 FIDC foram registrados na Cetip. Não houve registro de qualquer negócio na BM&FBOVESPA.

Cotistas do FIDC SCE aprovam suspensão do cronograma de amortização por até doze meses

Veja abaixo esta e outras decisões tomadas no âmbito de assembleias de FIDC divulgadas entre 22 e 26 de setembro de 2014.

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Agência eleva classificação de cotas do FIDC GRP Crédito Corporativo

A Austin elevou de ‘brBB-(sf)’ para ‘brBBB(sf)’ a classificação de risco das cotas sênior do FIDC GRP Crédito Corporativo removeu a respectiva observação positiva. A elevação da nota foi motivada pelas alterações no regulamento aprovadas em assembleia de cotistas realizada em 17 de setembro de 2014. Segundo a agência, as principais alterações com impacto positivo na classificação referem-se: (i) à redução da participação de direitos creditórios a performar para 30,0% do patrimônio líquido (PL) do fundo, sendo que o maior cedente de créditos a performar pode representar até 15,0% deste PL; (ii) ao aumento da subordinação proporcionada para as cotas sênior para 30,0%; (iii) ao fato dos direitos creditórios passarem a ser representados apenas por duplicatas com lastro em contratos comerciais e notas fiscais; (iv) à alteração da concentração de direitos creditórios por cedentes e sacados; (v) à definição de prazo médio da carteira para até 45 dias; (vi) à alteração nos critérios para resgate das cotas sênior; (vii) à vedação da aquisição de direitos creditórios que sejam devidos por um sacado que, na data de aquisição, seja devedor de outros recebíveis de titularidade do fundo que estejam vencidos há mais de 30 dias; e (viii) à alteração da remuneração alvo das cotas sênior para 140,0% da taxa DI. Este fundo foi constituído sob a forma de condomínio aberto, com prazo de duração indeterminado, tendo iniciado atividades em outubro de 2010.

Dois fundos sem subordinação figuram entre aqueles com maior nível de atraso

Ao final do mês de agosto dois Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) que contam com estrutura de classe única de cotas se encontravam no grupo dos dez fundos de maior índice de Atraso Normalizado (Atrason)¹. O FIDC Multi Infra apresentou o quarto maior nível deste indicador, encerrando o mês com 70,7% dos seus direitos creditórios (DC) em atraso. Este patamar foi alcançado após uma elevação de 35,0% dos créditos vencidos e não pagos, junto a um aumento de 48,6% do montante de DC em relação ao mês anterior, aumento este que elevou o nível de DC para três vezes o valor de patrimônio líquido (PL) do fundo. Em contrapartida, este fundo apresenta um índice relativamente alto de PDD/Atrasos, da ordem de 113,1%, o que tende a uma contabilização mais conservadora do valor de PL. Este FIDC tem como objeto principal de investimento a aquisição de direitos creditórios em atraso.

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Cotas sênior do Ficsa Premium Veículos I sofrem rebaixamento

A S&P rebaixou a classificação de risco das cotas sênior do FIDC Ficsa Premium Veículos I, de ‘brAAA (sf)’ para ‘brAA- (sf)’. A agência afirma, em seu press release, que elevou sua estimativa para o índice de perda em um cenário-base da carteira de direitos creditórios do fundo de 9,9% para 15,0%. Tal revisão foi motivada principalmente pelos níveis de inadimplência da carteira do fundo, superiores aos estimados inicialmente pela agência, e pela avaliação de tendência de aumento dessa inadimplência. O índice de perda para este FIDC é uma ponderação entre os índices atribuídos individualmente para as carteiras de veículos leves, veículos pesados e motocicletas, considerando-se o pior cenário de alocação entre os tipos de veículo. A carteira de direitos creditórios do fundo é composta por financiamento de veículos novos e/ou usados (motocicletas, veículos leves e veículos pesados), garantidos por alienação fiduciária do próprio veículo financiado. A agência ainda atribuiu classificação de risco final ‘brA (sf)’ às cotas mezanino do FIDC. As cotas sênior têm vencimento previsto para maio de 2016.

Cotistas do FIDC Crédito Universitário decidem alterar percentual de subordinação

Veja abaixo esta e outras decisões tomadas no âmbito de assembleias de FIDC divulgadas entre 15 e 19 de setembro de 2014.

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Negócios Cetip (FIDC) – 15 a 19/set/14

Na semana passada foram registrados 61 negócios com cotas de FIDC na Cetip que totalizaram R$ 66,9 milhões. A cota classe única do FIDC Brasil Óleo e Gás Exclusive apresentou o maior montante negociado (R$ 32,6 milhões) e o maior número de negócios (10). Administrado pela Oliveira Trust DTVM, o fundo tem seu lastro exclusivamente em debêntures da 4ª emissão da Petrobras. Além das cotas dos fundos acima, negócios com cotas de outros 16 FIDC foram registrados na Cetip. Não houve registro de qualquer negócio na BM&FBOVESPA.

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