A S&P rebaixou a classificação de risco atribuída à 1ª série de cotas sênior a serem emitidas pelo FIDC Nova Iguaçu Dívida Ativa NP, de ‘brA- (sf)’ para ‘brBBB (sf)’. Este fundo será um condomínio fechado com prazo de duração de 20 anos cujas cotas serão pagas com os fluxos financeiros decorrentes da recuperação dos créditos inadimplidos devidos ao munícipio de Nova Iguaçu, localizado no estado do Rio de Janeiro, incluindo dívidas ativa e administrativa devidas ao munícipio, predominantemente derivadas de IPTU e ISS. Esta ação seguiu a revisão da qualidade de crédito do munícipio de Nova Iguaçu, realizada pela própria agência. O munícipio é uma das contrapartes da operação, uma vez que os recursos provenientes dos pagamentos dos ativos securitizados serão depositados em uma conta de sua titularidade. Em seu press release a agência ainda afirma que “a avaliação do munícipio de Nova Iguaçu reflete uma gestão financeira muito fraca, a qual incorpora um desempenho orçamentário muito fraco e volátil; uma execução orçamentária imprevisível; a flexibilidade orçamentária muito fraca e limitada; e uma economia fraca. Por outro lado, essas fraquezas são contrabalanceadas por níveis muito baixos de endividamento e um ambiente institucional que consideramos em evolução e não equilibrado.” Apesar da primeira atribuição ter ocorrido em 26 de março de 2014, as cotas ainda não foram distribuídas. O fundo emitirá cotas sênior, mezanino e subordinada. A emissão de cotas sênior será de até R$ 75,0 milhões, com vencimento legal de 10 anos após a emissão e uma rentabilidade alvo equivalente ao IPCA acrescido de um spread de 8,0% ao ano.

 

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