O segundo semestre de 2014 avançará com crescente demanda por investimentos em diversos segmentos da economia brasileira. Depois de extenso período recente durante o qual o nível relativo de investimentos esteve ainda mais abaixo do já insuficiente patamar do registro histórico, segmentos como o de infraestrutura e o industrial clamam por aportes de recursos mais significativos. Ademais, um segmento que tem se provado chave dentro dos objetivos de política pública nos últimos anos, que é o imobiliário, permanece sub-investido quando analisado sob a perspectiva das necessidades atuais habitacionais, logísticas e operacionais na economia brasileira.

O atendimento das demandas prementes de investimento implica inexoravelmente no crescimento do estoque de crédito, nas diversas formas deste último. Fundamental será a retomada do crescimento da participação do crédito bancário não direcionado e do crédito não bancário, trazendo maior eficiência na alocação e no custo de recursos na economia brasileira. O crédito não bancário, inclusive aquele originalmente concedido por bancos, tem no mercado de capitais, e mais especificamente no mercado de securitização, um forte indutor de sua expansão.

Após uma década e meia de crescimento fundamentado em um marco  jurídico-regulamentar que vai se aperfeiçoando, os mercados dos dois principais títulos de securitização existentes no mercado brasileiro, as cotas de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) e os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), se apresentam como segmentos protagonistas do mercado de capitais brasileiro nos próximos anos.

Os FIDC são veículos utilizados para o financiamento de qualquer segmento da economia, tendo se destacado não só nos mercados de recebíveis comerciais, financiamento de veículos e crédito pessoal, mas também na viabilização de operações corporativas de longo prazo no setor de infraestrutura, na montagem de carteira de debêntures incentivadas, no crédito para a educação e também em operações não padronizadas envolvendo créditos inadimplidos, créditos em discussão judicial e outros direitos.

Já as operações de CRI têm participado do forte crescimento recente do financiamento imobiliário, trazendo inovações estruturais que contemplam demandas específicas de diferentes captadores de recursos. As emissões de CRI se consolidam hoje como a mais avançada forma de financiamento imobiliário existente no mercado financeiro, possibilitando uma gestão de risco compatível entre ativos e passivos neste setor.

Pelo lado do investidor, os títulos de securitização vêm se provando opções diferenciadas para alocação de recursos dentro de estratégias de diversificação de carteira. Devidamente analisados, escolhidos e monitorados, os títulos de securitização, em sua vasta maioria, têm proporcionado retornos, ajustados ao risco, maiores, beneficiando aqueles que se posicionam de forma suficientemente dedicada nestes mercados.

Com uma visão clara da importância de se investir e se aprofundar em conhecimento sobre os mercados de securitização neste momento, a Uqbar promove dois Workshops em São Paulo, nos dias 20 e 21 de agosto próximos, abordando os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) e os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) respectivamente. Estes dois eventos trazem uma abordagem completa destes respectivos mercados, incluindo as questões atuais de desenvolvimento de cada um deles e um conjunto de estudos de caso real ilustrativos das principais inovações da prática de mercado.
Rankings
Mais Lidos