Em um cenário de crescente aperto monetário, associado ao desempenho pífio da economia, diversos setores produtivos têm encontrado obstáculos tanto para o financiamento da produção como para a venda ao consumidor final. O setor automotivo, de peso relevante na composição do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, talvez tenha sido um dos mais impactados. O número de unidades vendidas de veículos, nos primeiros quatro meses de 2015, se reduziu em 19,2% em relação a igual período do ano anterior, enquanto o saldo de financiamento de veículos recuou 7,3% nos últimos doze meses. Em paralelo, o Patrimônio Líquido (PL) dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) atuantes no segmento de financiamento de veículos se reduziu pela metade no último ano. Contrariando essa tendência, porém, Renault do Brasil (Renault) e Nissan do Brasil Automóveis (Nissan), duas das principais montadoras no país, apostam na securitização como mecanismo eficaz de financiamento. Fundos relacionados a venda de veículos de ambas as montadoras registraram ofertas de cotas sênior que podem somar quase R$ 1,50 bilhão.

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