MP que permite correção cambial de títulos do agronegócio é aprovada

No dia 29/08/2016, depois de rejeitados os destaques apresentados ao projeto de lei de conversão, foi aprovado no Plenário da Câmara o texto original da Medida Provisória 725/16, que trata da emissão de ativos financeiros do setor agrário em moeda estrangeira. Assim, a emissão de CRA poderá agora ser realizada de modo que a correção do título seja dada pela variação cambial de moedas estrangeiras, como dólar e euro. O principal objetivo dessa mudança é permitir um aumento do ingresso de financiamentos com recursos externos no setor do agronegócio. Os certificados terão de ser integralmente lastreados em títulos representativos de direitos creditórios com correção na mesma moeda, de acordo com regulamentação do CMN. Outra condição é que os CRA terão de ser negociados exclusivamente com investidores que não sejam residentes do Brasil. Essas regras serão também aplicadas à emissão de CDCA, exclusiva de cooperativas de produtores rurais e de outras pessoas jurídicas que exerçam atividades ligadas à produção e à comercialização agropecuária. A matéria será agora analisada pelo Senado.

Fitch atribui classificação de risco à proposta de emissão da Octante Securitizadora

No dia 29/08/2016 a Fitch Ratings atribuiu a classificação de risco de longo prazo AAA(exp)sf(bra) à proposta da 1ª série da 12ª emissão de CRA da Octante Securitizadora, no valor de R$315,0 milhões. A taxa teto de rendimento envolvida é igual a 100,5% do CDI, ainda a ser definida. Na estrutura da operação existirão CRA de classe subordinada que pertencerão à Monsanto e à Monsoy, cedentes da operação. Os CRA representam aproximadamente 31% da dívida das cedentes em conjunto, e isso é considerado um fator positivo pela agência pois significa que as empresas mantêm suas atividades operacionais com baixa dependência da securitização. Vale ressaltar que há forte ligação do perfil financeiro das empresas e a operação, devido ao suporte obrigatório para indenização de recebíveis cedidos que tenham sido objeto de diluição. Os créditos serão adquiridos a uma taxa de desconto que considera um spread fixo maior que a rentabilidade dos CRA e as despesas da operação. Como os CRA terão rendimento pós-fixado, pode surgir um descasamento das taxas de juros entre passivo e ativo. Segundo a agência, com objetivo de atenuar esse problema, a securitizadora irá adquirir contratos de opção de compra IDI na BM&F Bovespa, e o passivo passará a ser prefixado. Ainda segundo a agência, os investidores sênior contarão com um reforço de crédito mínimo de 10% e a estrutura da operação conta ainda com uma reserva de caixa. Há previsão de registro obrigatório dos termos de cessão em cartório de títulos e documentos, o que fortalece o direito de titularidade da operação perante recebíveis inadimplentes, em caso de falência das cedentes, ou em caso de o mesmo recebível ter sido cedido a duas entidades distintas. Os CRA subordinados, não avaliados pela Fitch, receberão pagamentos após os dos CRA sênior. O Banco Citibank será o responsável por domiciliar a conta centralizadora, além de realizar o serviço de cobrança e recebimento dos recebíveis. A perspectiva da classificação de risco é estável.

CRA atrelado a DI segue atraindo Investidor Pessoa Física

Dentro da evolução observada no mercado de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) nos últimos anos, um dos fatores que tem chamado a atenção diz respeito à forte participação do investidor pessoa física como adquirente destes títulos. Um aspecto ao mesmo tempo motivador e decorrente desta forte demanda está ligado ao formato da remuneração que tem sido praticada nas operações realizadas. Desde 2013, ano em que se intensificou o ritmo de emissões deste mercado, mais de 80% do total emitido em CRA teve remuneração atrelada à Taxa DI. Neste mesmo período, praticamente 100% das compras de CRA realizadas por investidor pessoa física foram de títulos remunerados a esta mesma taxa. A remuneração pós-fixada à Taxa DI diminui a incerteza, e o risco, associado às mudanças na curva de juros.

Para continuar lendo, faça o seu login ou assine TLON.

1ª Série da 1ª emissão de CRA da Ápice recebe classificação pela Fitch

No dia 28/07/2016 a Fitch Ratings atribuiu a classificação de risco A-sf(bra) à 1ª série da 1ª emissão de CRA da Ápice, no valor de R$ 70,0 milhões e com perspectiva estável. A classificação reflete a expectativa de pagamento pontual e integral do principal investido, acrescido de juros remuneratórios. O risco de crédito recai sobre a Brookfield Incorporações (Bisa), avaliada com a mesma classificação e perspectiva dos CRA. A empresa é avalista dos pagamentos, feitos por liquidação monetária, da CPR-F que lastreia os CRA e que foi emitida pela Bartira Agropecuária (Bartira), pertencente do mesmo grupo econômico da Bisa. Não existe descasamento das taxas de juros na operação pois o ativo e o passivo são indexados da mesma forma e possuem a mesma rentabilidade. A CPR-F conta com garantia de alienação fiduciária de bens imóveis oriundos das terras da devedora e que apresentam, em caso de venda forçada, um valor superior a 190% da emissão dos CRA. A taxa de juros envolvida na operação é equivalente à taxa DI, acrescida de um spread fixo de 0,7% ao ano. A estrutura da operação ainda conta com a Pentágono como agente fiduciário e com a corretora Itaú como escriturador.

Operações em julho adicionam mais de meio bilhão em CRA emitidos

Dando continuidade a um primeiro semestre exuberante em emissões de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), duas novas operações de securitização de direitos creditórios do agronegócio em julho elevam agora a cifra acumulada no ano de 2016 para R$ 5,65 bilhões. As emissões deste título no mês corrente, que foram realizadas pela Octante Securitizadora (Octante), somam mais de R$ 500,0 milhões. As operações exibem diferentes tipos de lastro, uma em crédito corporativo e a outra em crédito pulverizado.

Para continuar lendo, faça o seu login ou assine TLON.

CRA devido pela São Martinho recebe registro de oferta

No último dia 21 de julho foi registrada na CVM a oferta pública da 1ª série da 6ª emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) da Octante Securitizadora. A oferta totaliza um montante de R$ 300,0 milhões e será coordenada pelo Banco Itaú BBA. A emissão será lastreada por uma nota de crédito à exportação (NCE) emitida em favor do Itaú Unibanco S.A. pela São Martinho S.A. (devedora). Estes CRA têm prazo de vencimento previsto para julho de 2019 e remuneração alvo ainda a ser definida em processo de bookbuilding, sendo que a taxa máxima de juros deverá corresponder a 104,5% da DI over. A classificação de risco “brAA+” foi atribuída pela S&P.

Mercado de CRA dominado por operações de perfil corporativo

A recente ascensão observada no mercado de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) tem chamado atenção. Para os que acompanham em mais detalhe, observa-se, ainda, que tal crescimento tem se fundamentado predominantemente em operações com lastro em crédito corporativo. Nos últimos cinco anos, período no início do qual as emissões de CRA passaram a alcançar patamar não desprezível, a participação de operações com este tipo de lastro nunca havia atingido nível tão alto como agora na leitura do desempenho do mercado no primeiro semestre de 2016. Por consequência, a parcela das operações realizadas de lastro em crédito pulverizado vem sendo reduzida concomitantemente. A explicação básica para este comportamento recente da composição do mercado de CRA reside no custo competitivo de captação de recursos que estas operações têm viabilizado para empresas, muito em função da isenção tributária sobre rendimentos usufruída por investidores pessoas físicas, principais adquirentes deste título nas ofertas primárias realizadas.

Para continuar lendo, faça o seu login ou assine TLON.

De perfil corporativo, emissões de CRA já superam R$ 5 bi em 2016

O mercado de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) é atualmente um dos segmentos de maior dinamismo do universo de finanças estruturadas. Desde 2009, data da primeira operação de CRA, a securitização do agronegócio tem praticamente dobrado de tamanho ano após ano quando medida em termos do montante emitido. Mais recentemente, operação emitida em montante recorde de R$ 1,35 bilhão deu novo impulso à indústria fazendo com que as emissões consolidadas nos seis primeiros meses de 2016 já excedesse o registrado para todo o ano de 2015, consignando, também, uma importante mudança no perfil de operações de CRA.

Para continuar lendo, faça o seu login ou cadastre-se.

As oportunidades estruturais e conjunturais do mercado de CRA

O mercado de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) ganhou espaço e relevância crescente nos últimos dois anos no universo do mercado de capitais. Atingindo taxas de crescimento muito superiores a outros segmentos, as emissões de CRA se tornaram alternativa prioritária para captadores corporativos e oportunidade de investimento disputada entre investidores pessoas físicas. Além disto, exibindo importante autonomia, o segmento de CRA foi capaz de gerar o seu próprio desenvolvimento de mercado, viabilizando operações de lastro pulverizado cujas estruturas permitiram o alongamento do seu prazo, historicamente curto, e a participação nestas de empresas de seguro de crédito. Este artigo apresenta a evolução desse mercado nos últimos anos a partir da análise das mudanças do perfil de risco e das formas de distribuição destes títulos.

Para continuar lendo, faça o seu login ou cadastre-se.

CRA devido pela São Martinho recebe classificação AA+

A S&P atribuiu a classificação de risco preliminar ‘brAA+ (sf)’ à 1ª série da 6ª emissão de CRA a ser realizada pela Octante Securitizadora. A emissão será lastreada por uma nota de crédito à exportação (NCE) emitida pelo Itaú Unibanco S.A. e devida pela São Martinho S.A. Segundo a agência, a classificação “reflete nossa avaliação sobre a qualidade de crédito da São Martinho, como a única devedora do ativo que lastreia a operação”. Os juros remuneratórios dos CRA serão definidos em processo de bookbuilding, sendo que a taxa máxima de juros deverá corresponder a 104,5% da Taxa DI over. A série tem vencimento legal previsto para julho de 2019 e montante inicial de R$ 300,0 milhões, segundo o prospecto. A devedora pertence ao Grupo São Martinho que está entre os maiores grupos sucroenergéticos do Brasil.

Rankings

Mais Lidos