CRA com lastro em debêntures do Burger King recebe registro

Recebeu registro na CVM, no dia de hoje, a oferta pública da 79ª série da 1ª emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) da Eco Securitizadora. A oferta totaliza um montante de R$ 172,5 milhões e será coordenada pelo XP Investimentos. Os CRA têm como lastro direitos creditórios do agronegócio representados por debêntures, da espécie quirografária, totalizando R$ 202,5 milhões, emitidas pela BK Brasil Operação e Assessoria a Restaurantes (devedora), as quais foram adquiridas de forma privada pela W2DMA Comércio de Alimentos (cedente). Estes CRA têm prazo de vencimento previsto para outubro de 2020 e remuneração alvo equivalente a 100,0% da Taxa DI acrescido de um spread de 0,8%. A BK Brasil é detentora do uso da marca “Burger King do Brasil”, e é resultado de uma joint venture formada pela Burger King Corporation (controlada pelo grupo 3G capital) e pela gestora Vinci Partners. Esta será a segunda emissão de CRA lastreada por debêntures do Burger King.

Liberum rebaixa CRA da Eco Securitizadora

No dia 30/09/2016 a Liberum Ratings rebaixou as classificações de risco de longo e curto prazo da 48ª série da primeira emissão de CRA da Eco Securitizadora. No horizonte de longo prazo a classificação foi de A-(fe) para BB(fe), enquanto que na análise de curto prazo o movimento foi de CP3(fe) para CP4(fe). Segundo a agência, o rebaixamento reflete a inadimplência do pagamento da PMT de 2016 dos títulos, que foi originada pelo nível de atraso das CPRF emitidas por produtores de soja de estados como Bahia, Mato Grosso, e Goiás.  Essas CPRF compõem a carteira lastro da operação e desde janeiro de 2016 vêm constantemente apresentando forte inadimplência. O elevado atraso, da ordem de R$ 43,0 milhões, fez com que a subordinação concedida pela 49ª série não fosse suficiente para garantir a proteção completa dos CRA da 48ª série. Segundo a agência, os créditos não pagos estão em processo de renegociação, execução da garantia ou cobrança judicial. O relatório classifica o risco de crédito como alto e a perspectiva como sendo negativa.

 

Primeira operação de CRA coloca Ápice em ranking de securitizadoras

De janeiro a agosto de 2016 as securitizadoras do agronegócio emitiram um total de R$ 6,82 bilhões em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA). Em termos do número de operações, já se contabilizam 21 no mesmo período. Com duas operações emitidas em agosto, a EcoSec voltou a ocupar a liderança do ranking Uqbar de securitizadoras sob o critério do montante emitido. Também em agosto, a Ápice fez sua estreia no ramo da securitização do agronegócio, depois de trazer à luz sua primeira operação de CRA.

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Senado aprova MP que pode ampliar recursos ao agronegócio

Assim como ocorreu na Câmara no dia 29/08/2016, o Senado decidiu por aprovar a Medida Provisória 725/16, que permite emissão de ativos financeiros do agronegócio em moeda estrangeira. A MP tem como principal objetivo atrair um maior volume de investimentos de pessoas não residentes no país para o setor do agronegócio. A votação ocorreu em sessão extraordinária realizada ontem, dia 31/08/2016, logo após a decisão sobre o impeachment de Dilma Rousseff. Com isso, a matéria segue agora para sanção presidencial.

MP que permite correção cambial de títulos do agronegócio é aprovada

No dia 29/08/2016, depois de rejeitados os destaques apresentados ao projeto de lei de conversão, foi aprovado no Plenário da Câmara o texto original da Medida Provisória 725/16, que trata da emissão de ativos financeiros do setor agrário em moeda estrangeira. Assim, a emissão de CRA poderá agora ser realizada de modo que a correção do título seja dada pela variação cambial de moedas estrangeiras, como dólar e euro. O principal objetivo dessa mudança é permitir um aumento do ingresso de financiamentos com recursos externos no setor do agronegócio. Os certificados terão de ser integralmente lastreados em títulos representativos de direitos creditórios com correção na mesma moeda, de acordo com regulamentação do CMN. Outra condição é que os CRA terão de ser negociados exclusivamente com investidores que não sejam residentes do Brasil. Essas regras serão também aplicadas à emissão de CDCA, exclusiva de cooperativas de produtores rurais e de outras pessoas jurídicas que exerçam atividades ligadas à produção e à comercialização agropecuária. A matéria será agora analisada pelo Senado.

Fitch atribui classificação de risco à proposta de emissão da Octante Securitizadora

No dia 29/08/2016 a Fitch Ratings atribuiu a classificação de risco de longo prazo AAA(exp)sf(bra) à proposta da 1ª série da 12ª emissão de CRA da Octante Securitizadora, no valor de R$315,0 milhões. A taxa teto de rendimento envolvida é igual a 100,5% do CDI, ainda a ser definida. Na estrutura da operação existirão CRA de classe subordinada que pertencerão à Monsanto e à Monsoy, cedentes da operação. Os CRA representam aproximadamente 31% da dívida das cedentes em conjunto, e isso é considerado um fator positivo pela agência pois significa que as empresas mantêm suas atividades operacionais com baixa dependência da securitização. Vale ressaltar que há forte ligação do perfil financeiro das empresas e a operação, devido ao suporte obrigatório para indenização de recebíveis cedidos que tenham sido objeto de diluição. Os créditos serão adquiridos a uma taxa de desconto que considera um spread fixo maior que a rentabilidade dos CRA e as despesas da operação. Como os CRA terão rendimento pós-fixado, pode surgir um descasamento das taxas de juros entre passivo e ativo. Segundo a agência, com objetivo de atenuar esse problema, a securitizadora irá adquirir contratos de opção de compra IDI na BM&F Bovespa, e o passivo passará a ser prefixado. Ainda segundo a agência, os investidores sênior contarão com um reforço de crédito mínimo de 10% e a estrutura da operação conta ainda com uma reserva de caixa. Há previsão de registro obrigatório dos termos de cessão em cartório de títulos e documentos, o que fortalece o direito de titularidade da operação perante recebíveis inadimplentes, em caso de falência das cedentes, ou em caso de o mesmo recebível ter sido cedido a duas entidades distintas. Os CRA subordinados, não avaliados pela Fitch, receberão pagamentos após os dos CRA sênior. O Banco Citibank será o responsável por domiciliar a conta centralizadora, além de realizar o serviço de cobrança e recebimento dos recebíveis. A perspectiva da classificação de risco é estável.

CRA atrelado a DI segue atraindo Investidor Pessoa Física

Dentro da evolução observada no mercado de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) nos últimos anos, um dos fatores que tem chamado a atenção diz respeito à forte participação do investidor pessoa física como adquirente destes títulos. Um aspecto ao mesmo tempo motivador e decorrente desta forte demanda está ligado ao formato da remuneração que tem sido praticada nas operações realizadas. Desde 2013, ano em que se intensificou o ritmo de emissões deste mercado, mais de 80% do total emitido em CRA teve remuneração atrelada à Taxa DI. Neste mesmo período, praticamente 100% das compras de CRA realizadas por investidor pessoa física foram de títulos remunerados a esta mesma taxa. A remuneração pós-fixada à Taxa DI diminui a incerteza, e o risco, associado às mudanças na curva de juros.

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1ª Série da 1ª emissão de CRA da Ápice recebe classificação pela Fitch

No dia 28/07/2016 a Fitch Ratings atribuiu a classificação de risco A-sf(bra) à 1ª série da 1ª emissão de CRA da Ápice, no valor de R$ 70,0 milhões e com perspectiva estável. A classificação reflete a expectativa de pagamento pontual e integral do principal investido, acrescido de juros remuneratórios. O risco de crédito recai sobre a Brookfield Incorporações (Bisa), avaliada com a mesma classificação e perspectiva dos CRA. A empresa é avalista dos pagamentos, feitos por liquidação monetária, da CPR-F que lastreia os CRA e que foi emitida pela Bartira Agropecuária (Bartira), pertencente do mesmo grupo econômico da Bisa. Não existe descasamento das taxas de juros na operação pois o ativo e o passivo são indexados da mesma forma e possuem a mesma rentabilidade. A CPR-F conta com garantia de alienação fiduciária de bens imóveis oriundos das terras da devedora e que apresentam, em caso de venda forçada, um valor superior a 190% da emissão dos CRA. A taxa de juros envolvida na operação é equivalente à taxa DI, acrescida de um spread fixo de 0,7% ao ano. A estrutura da operação ainda conta com a Pentágono como agente fiduciário e com a corretora Itaú como escriturador.

Operações em julho adicionam mais de meio bilhão em CRA emitidos

Dando continuidade a um primeiro semestre exuberante em emissões de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), duas novas operações de securitização de direitos creditórios do agronegócio em julho elevam agora a cifra acumulada no ano de 2016 para R$ 5,65 bilhões. As emissões deste título no mês corrente, que foram realizadas pela Octante Securitizadora (Octante), somam mais de R$ 500,0 milhões. As operações exibem diferentes tipos de lastro, uma em crédito corporativo e a outra em crédito pulverizado.

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CRA devido pela São Martinho recebe registro de oferta

No último dia 21 de julho foi registrada na CVM a oferta pública da 1ª série da 6ª emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) da Octante Securitizadora. A oferta totaliza um montante de R$ 300,0 milhões e será coordenada pelo Banco Itaú BBA. A emissão será lastreada por uma nota de crédito à exportação (NCE) emitida em favor do Itaú Unibanco S.A. pela São Martinho S.A. (devedora). Estes CRA têm prazo de vencimento previsto para julho de 2019 e remuneração alvo ainda a ser definida em processo de bookbuilding, sendo que a taxa máxima de juros deverá corresponder a 104,5% da DI over. A classificação de risco “brAA+” foi atribuída pela S&P.

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