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Novo FIDC comprará ativos do Banco Panamericano

No começo deste mês, um novo fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC) que tem como cedente o Banco Panamericano, foi registrado na Comissão de Valores Mobiliários. O Fundo de Investimento em Direitos Creditórios FBP - Financeiro (FBP) adquirirá ativos originados pelo Banco Panamericano em suas operações de empréstimos a pessoas físicas nas modalidades de crédito consignado, crédito pessoal e financiamento de veículos.

O FBP foi constituído no último dia 30 de novembro sob a forma de condomínio aberto e contará com duas classes de cotas: (i) as sênior que serão subscritas e integralizadas exclusivamente pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou por um fundo de investimento destinado exclusivamente ao FGC; e (ii) as subordinadas que serão subscritas e integralizadas exclusivamente pelo Banco Panamericano e empresas do Grupo Sílvio Santos, seus sócios ou controladores. As cotas não terão classificações de risco realizadas por terceiros, nem serão registradas para negociação no mercado secundário.

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FII de Renda Fixa lidera retorno estimado dos rendimentos em novembro

O ranking de retorno estimado dos rendimentos dos Fundos de Investimento Imobiliário (FII) sofreu interessantes mudanças em novembro. O FII Excellence, fundo dedicado a investimentos em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e outros títulos de renda fixa, pulou da terceira colocação no ranking de outubro para a liderança em novembro, com um retorno estimado de 11,6% a.a.. Este crescimento deve-se à forte distribuição de rendimentos ocorrida em novembro de 2010, de R$ 1,90/cota. Nos últimos seis meses, a média mensal de distribuição por cota era de R$ 0,71/cota.

O cálculo do retorno estimado dos rendimentos de um fundo leva em conta as distribuições mensais dos últimos doze meses e o preço médio da cota do fundo no mês presente, sendo que este último é calculado de forma ponderada por volume negociado. Para um valor constante de rendimentos, o retorno estimado varia de forma inversa ao preço da cota.

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Classificação - FIDC por Índices de Desempenho

Dando prosseguimento à série mensal que analisa o setor de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), a Uqbar publica a classificação dos FIDC de maior PDD Normalizado (PDDn) e de maior e menor Variação de PDD Normalizada (?PDDn) no mês de novembro de 2010.

As classificações excluem fundos com nível de Patrimônio Líquido ou de Direitos Creditórios inferior a R$ 10,0 milhões, evitando-se assim efeitos distorcidos que podem ocorrer no período final de amortização de alguns fundos e comparações com fundos já em fase final de liquidação.

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FIDCs do Panamericano sofrem resgates acima de meio bilhão de reais em novembro

O mês de novembro provou ser, conforme esperado, um grande teste de liquidez para os administradores e gestores de dois fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC), que têm como cedentes o Banco Panamericano e que são fundos abertos. No mês passado, a Uqbar publicou um artigo analisando os riscos de crédito e de liquidez do maior FIDC ligado ao Banco Panamericano Os riscos de crédito e de liquidez do maior FIDC do Panamericano (17/11/10). De acordo com o artigo, os eventos financeiros que assolaram o Banco Panamericano há pouco mais de um mês se traduziriam, no âmbito do FIDC Master Panamericano CDC Veículos (MasterPan), primeiramente em um grande desafio de liquidez.

O MasterPan, juntamente com o outro FIDC que também tem o Banco Panamericano como cedente, o AutoPan FIDC CDC Veículos (Autopan), sofreu resgates pesados no mês de novembro. Entre os dois fundos foram R$ 552,7 milhões de cotas sênior resgatadas. Somente no FIDC MasterPan os resgates somaram R$ 450,03 milhões, ou seja, 20,7% do seu patrimônio liquido (PL) no mês anterior.O PL do fundo no final de novembro era de R$ 1,95 bilhão.

Valorização anual de cotas de FII sobe para 9,6%

O desempenho das cotas de Fundos de Investimento Imobiliário (FII) no mercado secundário da BM&FBOVESPA, medido em termos de variação de preço em períodos anuais, apresentou evolução no mês de novembro. Este tipo de rentabilidade vinha caindo ao longo de 2010 até o final de setembro, mas voltou a subir a partir de outubro passado.

A valorização média linear de todas as cotas de FII negociadas no secundário, nos últimos doze meses até novembro, ficou em 9,6%. Esta rentabilidade anual estava em 29,0% no final de dezembro de 2009, tendo declinado para 3,7% no final de setembro deste ano e recuperado para 4,9% no final de outubro.

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Liquidez de secundário de FII quadruplica em relação ao fim do ano passado

O nível de liquidez no mercado secundário de cotas de Fundos de Investimento Imobiliário (FII) negociados na BM&FBOVESPA continua a indicar tendência de alta, se consolidando, mês a mês, em patamares que não haviam sido antes registrados. Em novembro de 2010, em termos de montante negociado, R$ 27,1 milhões em cotas de FII trocaram de mãos entre investidores, ao passo que, em termos de número de negócios, foram 2552. Há um ano, em novembro de 2009, estas cifras foram de R$ 6,6 milhões e 747 respectivamente.

Em novembro de 2010, a média móvel de seis meses, que atingiu R$ 24,8 milhões para montante negociado, é a mais alta desde novembro do ano passado. A média móvel de seis meses, de 2.278 para número de negócios, é a mais alta da história deste mercado.

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Uqbar comenta última Audiência Pública da CVM sobre normas contábeis de FIDC

No mês passado a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) submeteu à audiência pública nova minuta de instrução que dispõe sobre as normas contábeis aplicáveis às demonstrações financeiras dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios - FIDC. Como de praxe, a Uqbar participou da audiência. Abaixo reproduzimos na íntegra nossos comentários e sugestões sobre as propostas do edital.

1) Classificação e Registro Contábil das Operações de Transferência de Ativos Financeiros

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Secundário de cotas de FII avança em valorização de preço e liquidez em novembro

O mês de novembro viu o mercado secundário de cotas de Fundos de Investimento Imobiliário (FII) na BM&FBOVESPA se firmar em níveis de liquidez e se elevar um pouco mais em níveis de preço de cota.

A média linear da variação de preço de cota entre todos os FII negociados no mercado secundário na BM&FBOVESPA e na Cetip no último mês foi de 1,6% positivos. No acumulado do ano até o fim de novembro a média alcançou 9,9%.

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FII de Renda Fixa, um ano após a Lei 12.024

Em agosto de 2009, com a aprovação da Lei 12.024, o arcabouço jurídico-regulamentar do mercado de Fundos de Investimento Imobiliário (FII) pareceu ter recebido o retoque final para viabilizar um novo patamar de negócios no setor. Ao isentar os FII, sob certas condições, da tributação sobre os rendimentos provenientes de investimentos em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Letras de Crédito Imobiliário (LCI)e Letras Hipotecárias (LH), a nova lei estabeleceu a condição que faltava para a criação de uma nova classe de FII, aqueles dedicados a investimentos em renda fixa. Estava aberto o canal para o pequeno investidor pessoa física investir nestes títulos através da aquisição de cotas de FII. Por outro lado, estavam estabelecidas as condições ideais para gestores destes novos tipos de FII de captarem recursos de forma pulverizada.

Logo vieram as previsões de crescimento tanto de emissões de cotas de FII de renda fixa como dos próprios CRI. Em setembro de 2009, a Uqbar fez um levantamento junto a escritórios especializados de advocacia, que indicava o lançamento de quatro FII de renda-fixa até o fim daquele ano, com um tamanho médio de patrimônio líquido de R$ 70,00 milhões. Reforçando as avaliações positivas para estes fundos, havia a perspectiva de um boom de crédito imobiliário, como de fato está ocorrendo, validada pela política econômica governamental e pelo desempenho das variáveis macroeconômicas determinantes para o setor imobiliário, como a taxa de juros e o nível de investimento e crescimento.

Índices de PDD das classes de FIDC de pior desempenho têm leve alta em outubro

As categorias de ativo-lastro de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) com maior nível relativo de Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) apresentaram pequena piora de desempenho em outubro, diferentemente do que vinha ocorrendo ao longo de 2010. A exceção foi a categoria Títulos Mobiliários que andou em direção oposta.

A Uqbar dá continuidade hoje à sua publicação mensal da classificação dos grupos consolidados de FIDC por ativo-lastro, usando como critério os mesmos índices construídos para classificar os FIDC individualmente, quais sejam, o PDDn, e a Variação de PDD Normalizada, ou ?PDDn (ver definição dos índices no artigo de 20/08/09 Classificação de Carteiras de FIDC por Índices de Desempenho).

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