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Em 2011, PL consolidado de FIDC cresce mais rápido do que Atrasos e PDD

Nos primeiros quatro meses deste ano o setor de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) apresentou crescimento de seu nível consolidado de Patrimônio Líquido (PL) de 12,2%, muito acima das taxas de aumento registradas no mesmo período para os valores totais de Atrasos e Provisão para Devedores Duvidosos (PDD), de 2,0% e 2,5% respectivamente.

O setor de FIDC fechou abril com valor total de PL igual a R$ 48,82 bilhões e composto por 313 fundos. Isto se compara com R$ 43,51 bilhões e 293 fundos no final de dezembro de 2010. Estes números, como de praxe, excluem o FIDC NP Sistema Petrobras.

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FIDC de fluxo futuro fica sem o fluxo no presente

Uma operação estruturada através de um Fundo de Investimento em Direito Creditório (FIDC), para o financiamento de duas usinas de álcool, rapidamente se deteriorou resultando em perda total do valor patrimonial das cotas subordinada e sênior do fundo. O lastro da estrutura era composto por direitos creditórios decorrentes da vendas futuras de álcool à BR Distribuidora. O produto, no entanto, nunca foi entregue à estatal.

Trata-se de uma operação que demorou para ser estruturada e que, quando finalmente iniciou seu processo de captação, aparentemente se perdeu na gestão do seu fluxo de caixa. O FIDC Comanche Clean Energy Mercantis (FIDC Comanche) foi registrado na CVM em 15/01/2010. O objetivo do financiamento via venda de ativos para um FIDC era dar sustentabilidade de capital de giro para duas usinas de álcool no estado de São Paulo, a Usina Canitar e a Usina Santa Anita. As duas unidades, juntamente com uma terceira na Bahia, são, através de intermediárias, 100% pertencentes à controladora Comanche Clean Energy Corporation (Comanche Corporation), com sede nas Ilhas Cayman e propriedade de vários fundos-hedge e fundos de bancos estrangeiros. As usinas tinham um passivo fiscal, com fornecedores de cana-de-açúcar e com o BicBanco, sendo que mais do que 50,0% dos recursos que as mesmas almejavam captar através do FIDC, um total de R$ 80,0 milhões, seriam direcionados para a amortização ou liquidação deste passivo.

Desocupação de imóvel provavelmente afetará rentabilidade de FII

O FII Memorial Office que tem por objeto a participação no empreendimento imobiliário Edifício Memorial Office sofre com a desocupação do imóvel. A principal locatária do empreendimento, a Atento Brasil, uma empresa multinacional de contact center pertencente ao Grupo Telefônica, indicou recentemente sua intenção de diminuir substancialmente seu uso do imóvel.

De acordo com fato relevante publicado em 21 de maio de 2011 no jornal “O Estado de São Paulo”, o administrador do fundo, a COIN Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, informou que recebeu em 19 de maio um comunicado formal por parte da locatária de quinze dos 24 andares existentes no Edifício Memorial Office. O comunicado avisa do interesse na desocupação e devolução antecipada das unidades correspondentes a cinco daqueles andares locados, sendo três previstos para junho de 2011 e dois para agosto de 2011.

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Outro FIDC ligado ao Panamericano emite R$ 3,50 bilhões

Em março deste ano foi registrado na CVM outro FIDC ligado ao Banco Panamericano. O cedente dos direitos creditórios é o FIDC NP BP Financeiro cujo lastro são ativos do Banco Panamericano. Informações sobre o FIDC NP BP Financeiro podem ser encontradas na área de Dados do Orbis e no artigo do dia 20 de abril (“FGC se torna cotista bilionário de novo FIDC ligado ao Panamericano”).

O novo fundo é o FIDC NP Caixa BTG Pactual Multisegmentos que foi constituído sob a forma de condomínio fechado e com prazo de duração indeterminado. De acordo com o regulamento do fundo, os direitos creditórios são “..direitos e títulos representativos destes direitos, bem como o produto do recebimento de tais direitos, performados ou não, vencidos e/ou a vencer, originados de operações financeiras, de empréstimos em geral, de hipotecas, arrendamento mercantil, comerciais, imobiliárias, industriais e/ou de prestação de serviços, cujo cedente e/ou devedor está em situação de dificuldade ou cujo pagamento devido nos últimos 3 (três) anos, a qualquer momento, esteve, está atualmente, ou possa vir a estar em atraso”. Como critério de elegibilidade só há a condição de que o direito creditório tenha sido objeto de aprovação pela assembleia geral de cotistas.

Capitalização de mercado de FII supera R$ 10 bilhões

O valor consolidado de capitalização de mercado do setor de Fundos de Investimento Imobiliário (FII) continuou trajetória de ascensão no primeiro quadrimestre de 2011. Depois de ter duplicado em 2010, fechando aquele ano em R$ 8,12 bilhões, o valor consolidado atingiu R$ 10,16 bilhões em abril de 2011.

A alta taxa de crescimento no valor da capitalização de mercado se deve, em primeira ordem, às emissões de novos fundos e de novas cotas, e às novas negociações de cotas, e, de forma complementar, à valorização de preço das cotas. No final de 2009, o mercado secundário era composto por 26 FII. Um ano depois o conjunto de fundos cujas cotas eram negociadas no secundário saltou para 44. Agora, no final do primeiro quadrimestre de 2011, são 49. O cálculo considera todos os FII com cotas negociáveis na BM&FBOVESPA e aqueles cujas negociações são registradas na Cetip. Os FII cujas cotas não foram negociadas nos últimos seis meses foram excluídos do cálculo.

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Mercado de Securitização começa seu histórico de processos na CVM

Ao longo dos últimos anos, na medida que o mercado de securitização começou a ganhar corpo, começaram a aparecer as primeiras decisões do colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) referentes a eventuais multas ou processos envolvendo participantes do mercado de securitização. Somente nos últimos seis meses, foram doze decisões correspondendo a aplicações de multas decorrentes de atrasos ou não apresentação de documentos, por parte de securitizadoras, como relatórios trimestrais, fichas cadastrais, atas de assembleia e propostas de conselhos de administração.

Em termos mais relevantes, durante o último ano, chamou mais a atenção daqueles que acompanham o universo de securitização processos que envolvem Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) vinculados a dois grupos de participantes.

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Expansão do segmento de FIDC de factoring tem pausa no primeiro trimestre

O segmento de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) conhecido como o de fundos multi-cedentes multi-sacados, que vem crescendo desde 2005 e que manteve uma taxa de crescimento anual perto de 100,0% nos últimos três anos, mostrou sinais de estabilização de seu movimento de expansão no primeiro trimestre de 2011. Na verdade, desde 2008, este segmento tende a crescer apenas a partir do segundo semestre de cada ano e, de maneira particularmente forte, em cada último trimestre.

A origem deste segmento de fundos é predominantemente do setor de factoring. Motivados por vantagens fiscais e a possibilidade de alavancagem na captação de recursos, um número cada vez maior de sociedades de fomento mercantil migram suas atividades para o universo de FIDC.

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Cota do Mais Shopping Largo 13 FII sofre queda no secundário

O preço da cota do Mais Shopping Largo 13 Fundo de Investimento Imobiliário (M S Largo 13), negociado no mercado secundário na BM&FBOVESPA, sofreu quedas acentuadas durante os meses de março e abril. No acumulado do ano de 2011, até o final de abril, a cota do M S Largo 13 apresenta o pior desempenho entre todas as cotas negociadas no secundário de Fundos de Investimento Imobiliário, tanto em termos de variação de preço como por rentabilidade efetiva, esta última sendo aquela que é calculada levando em consideração não só a variação de preço mas também os rendimentos decorrentes de distribuição de lucros.

Calculando-se através do preço médio mensal ponderado por montante negociado, a cota do M S Largo 13 caiu 16,7% de dezembro de 2010 até abril de 2011. Apenas nos últimos dois meses, de fevereiro a abril de 2011, a queda foi de 15,9%. Tais declínios foram medidos em cima de um preço médio ponderado da cota em abril de R$ 909,96. Mas nas últimas duas semanas a cota permaneceu abaixo de R$ 900,00, tendo atingido um preço médio diário de R$ 800,70 no dia 26 de abril, antes de recuperar algum terreno e registrar um preço médio diário de R$ 843,12 no dia 02 de maio.

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Secundário de FIDC com liquidez ainda baixa - CESP IV lidera

O mercado secundário de cotas de Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) voltou a apresentar tendência de aumento de liquidez no início de 2011. Este movimento de crescimento no nível de montante negociado de cotas de FIDC ocorre depois de um encolhimento substancial das dimensões deste mercado durante o ano de 2010. De fato, os níveis de liquidez nos primeiros quatro meses de 2011 ainda são ligeiramente inferiores aos registrados no mesmo período em 2009. Em termos absolutos, o mercado secundário de cotas de FIDC ainda é diminuto, sendo bastante inferior a outros mercados.

No primeiro quadrimestre de 2011 foram R$ 379,4 milhões em cotas de FIDC negociadas no secundário com registro na CETIP. Isto se compara com R$ 240,4 milhões e R$ 404,4 milhões no mesmo período em 2010 e 2009 respectivamente. Deste total em 2011, R$ 314,1 milhões se referem a negociações que se deram após terminado o intervalo de 180 dias da data de emissão da respectiva cota. Ou seja, o restante, de R$ 65,3 milhões, provavelmente se refere a negócios vinculados a colocação no mercado primário.

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Liquidez de secundário de FII muda de patamar em 2011

A liquidez do mercado secundário de cotas de Fundos de Investimento Imobiliário (FII) continua em acentuado crescimento neste início de 2011. O nível de liquidez, medido pelo valor agregado do número de negócios e/ou do montante negociado na BM&FBOVESPA, tem estabelecido vários novos recordes históricos. Ademais, estes indicadores, quando medidos de forma individual por fundo, apontam para um processo de generalização do crescimento de liquidez, envolvendo um número cada vez maior de FII.

Em 2011, até o dia 25 de abril, foram negociados R$ 222,4 milhões em cotas de FII na BM&FBOVESPA, correspondentes a 14.835 negócios. Em termos comparativos, o valor de montante negociado em menos de quatro meses é muito superior aos valores relativos ao ano inteiro para todos os anos até 2008 (naquele ano o montante anual foi de R$ 143,6 milhões) e similar ao valor anual de 2009 (R$ 228,8 milhões) e ao valor acumulado dos primeiros onze meses de 2010 (R$ 222,3 milhões). Pelo critério de número de negócios, a cifra até 25 de abril supera em larga margem as cifras anuais de todos os anos até 2009 (naquele ano inteiro houve 9.386 negócios) e está acima do número acumulado até agosto em 2010, de 13.681 negócios.

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